Síndrome do Impostor: entenda os sintomas e saiba como lidar

“Será que eu sou um impostor?” “Eu não acho que mereço todas essas coisas boas que estão acontecendo comigo.” Se esses pensamentos já passaram pela sua cabeça, há fortes indícios de que você está com a Síndrome do Impostor. Afinal, por que a gente vive se autossabotando o tempo todo?

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“A pessoa tem uma competência técnica bem estabelecida, mas atribui seus sucessos a outros fatores, como sorte ou oportunismo”, explica o psicólogo Gilmar Tadeu de Azevedo Fidelis, professor convidado do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG.

A Síndrome é basicamente a sensação de que não importa o quão bonito as pessoas digam que você é, ou quão talentoso e inteligente – você ainda se sente inadequado e não se vê bom o suficiente.

Sentimento de “falsidade”

De acordo com uma pesquisa feita pelo C&RL, cerca de 70% da população mundial já experimentou algum tipo de sentimento de falsidade em algum momento de suas vidas, principalmente em momentos ligados a carreira. 

Outros estudos demográficos apontam que pessoas negras, estudantes de graduação, ou aqueles que iniciam empreendimentos com os quais não têm experiência anterior são os mais afetados pela condição – normalmente, esses indivíduos estão sob pressão e expectativas muito altas de desempenho ou que não se enquadram nas noções sociais dominantes. 

A síndrome nunca permite que você seja verdadeiramente feliz. Você não acha que o salário que lhe é pago é justo, não se orgulha de suas realizações, acredita que qualquer sucesso que tiver em qualquer campo da vida é uma questão de sorte ou teme que as pessoas descubram ‘quem você realmente é’.

A autosabotagem

Um dos sintomas e comportamentos mais comuns de quem sofre da Síndrome do Impostor é a autossabotagem. Por medo de falhar, o indivíduo acaba negando as suas próprias necessidades. “Isso pode acontecer, inclusive, em outros campos da vida, como nos círculos afetivos. Por medo de decepcionar os parceiros e provocar o fim de um relacionamento, por exemplo, essas pessoas adotam comportamentos autodestrutivos e provocam um distanciamento que, por consequência, leva ao término que tentavam prevenir”, alerta Gilmar Fidelis, coordenador do Programa de Tutoria da Faculdade de Medicina da UFMG.

O primeiro passo na busca por ajuda é reconhecer o sofrimento mental e buscar um tratamento terapêutico. Os psicólogos são os profissionais mais aptos a diagnosticar a Síndrome do Impostor e comportamentos relacionados e desenvolver estratégias de combate à condição.

Comece desde já

Antes mesmo de buscar ajuda profissional, vale seguir alguns passos que podem te ajudar a vencer a autosabotagem e esse comportamento impostor.

  • Aceite elogios: se alguém te elogiou no trabalho ou por algum feito, acredite que não há razão para que aquilo seja falsidade. Aceite, agradeça e reconheça o trabalho árduo que fez;
  • Lembre-se de realizações e feedbacks positivos: reviver as suas vitórias ajudará a mudar o foco para seus pontos fortes e habilidades. Permita-se sentir orgulho de si mesmo;
  • Divida conhecimento: quando você está há muito tempo em um mercado ou assunto, é fácil cair em uma via que lhe faça acreditar que outras pessoas são melhores que você. Portanto, permita-se ensinar outras pessoas que sabem menos que você – e elas estão mais próximas do que você imagina. Isso será ótimo para lembrá-lo de todas as realizações;
  • Construa uma rede de apoio: saber que você não está sozinho em seus sentimentos pode lhe dar força, ajudá-lo a se ver com mais objetividade e trazer de volta a confiança;
  • Não se compare: esqueça o sucesso dos outros. Outras pessoas sabem mais do que você, e está tudo bem! Você também é mais experiente que outros. Respeite a sua experiência e lembre-se: nem tudo o que você vê nas redes sociais é real.

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