Shopstreaming: como funciona a tendência de venda por lives

Quem nasceu na década de 90 com certeza se lembra daqueles clássicos canais que passavam o dia mostrando apresentadores vendendo produtos enquanto entretinham a audiência. Parece algo distante e totalmente fora de moda em pleno 2020, certo? Errado!

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A pandemia do coronavírus trouxa novas formas de consumo que devem permanecer por muito tempo em um mundo pós-covid. O sucesso dos ecommerces durante a quarentena pegou carona em outro grande hit da quarentena, as lives – segundo o Instagram, houve um aumento de 70% no número de transmissões ao vivo no mês de março de 2020 – e, assim, nascia um novo modelo de negócio: o shopstreaming.

O conceito de vendas por lives foi visto pela primeira vez na China. No continente asiático, outros países notaram que o modelo de negócio fazia sucesso e começaram a apostar também. Na Coreia do Sul, o comércio digital teve um aumento de 30% depois que as lives começaram a vender produtos e serviços. Uau!

A chegada ao Brasil

Uma das empresas que começaram a apostar no modelo de negócio por aqui durante a quarentena foi a Americanas. Em parceria com Camila Coutinho, a marca lançou o projeto Americanas ao vivo. Com a curadoria da influenciadora, a marca traz, uma vez por semana, uma live com reviews de produtos que estão a venda no aplicativo.

“As lives reviews são uma grande tendência no e-commerce internacional, já que as pessoas cada vez mais optam por realizar suas compras no ambiente virtual”, conta Leonardo Rocha, head de marketing da plataforma digital da empresa. “Identificamos no Americanas ao vivo a possibilidade de oferecer aos consumidores uma nova forma de experimentar os produtos, além de apresentar os grandes lançamentos do mercado em primeira mão.”

Em uma das lives, Coutinho fez uma maquiagem completa usando apenas produtos que estavam à venda na loja digital das Americanas. Tudo, claro, disponível para a compra na hora.

É venda, mas também é entretenimento

Para envolver ainda mais a sua audiência, as marcas sabem que é preciso entreter para vender. Pensando assim, a Amazon fez um shopstreaming no formato de talk-show. Enquanto o entrevistado conversava com alguém influente naquele setor, era aberta ao público a possibilidade de compra dos produtos que estavam sendo citados na tela.

O formato se assemelha muito com que era visto nos programas antigos dos canais de venda. Era entretenimento e conteúdo, porém, quando possível, era aberta uma brecha para que a venda e divulgação dos produtos fosse notada.

Em um modelo similar, a Farm lançou aqui no Brasil a Lojix, uma plataforma de venda de roupas online, porém com um bônus: os produtos vão sendo apresentados e testados na hora, com a possibilidade de a cliente poder tirar dúvidas e comprar ali mesmo, através de um chat.

E pro futuro?

O shopstreaming é, certamente, algo que ficará no mundo pós pandemia, porém de maneiras adaptadas. Pode ser que o comportamento do comprador mude em um mundo livre do coronavírus, e a moda sob demanda verbere mais. A moda do futuro tem mais a ver com o consumo freado de roupas, o chamado slow fashion, com a inserção de tecnologias que facilitem as compras via ecommerece.

Com o crescimento das lives – e, sim, elas continuam em fase de ascensão – é possível vermos muito mais marcas apostamos em um mecanismo Polishop de venda online.

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