Seriam as máscaras um tipo de vacina contra o coronavírus?

O mundo aguarda ansioso uma vacina eficaz e segura contra a covid-19. Entretanto, uma nova pesquisa sugere que, talvez, já exista um imunizante disponível por aí: as máscaras faciais.

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A teoria aponta que, ao filtrar as gotículas de coronavírus transportadas pelo ar e, assim, diminuir a sua dose na hora que uma pessoa inala, as infecções têm muito menos chance de produzir sintomas. Nesse momento, uma resposta imunológica seria desencadeada no usuário da máscara ao entrar em contato com uma pequena quantidade de vírus, segundo o HealthDay News.

“Se esta teoria for confirmada, o uso de máscara por parte de toda a população, com qualquer tipo que aumente a aceitabilidade e a adesão, pode contribuir para aumentar a proporção de infecções por SARS -CoV-2 que são assintomáticas”, disseram a Dra. Monica Gandhi e o Dr. George Rutherford em um comentário publicado no New England Journal of Medicine .

Recentemente, estudos conduzidos em hamsters mostraram que “doses mais altas de vírus administrados levaram a manifestações mais graves de COVID-19”, escreveram Gandhi e Rutherford. Enquanto os animais em testes que usavam máscaras adaptadas “eram menos propensos a serem infectados e, se fossem infectados, eram assintomáticos ou tinham sintomas mais brandos do que os hamsters sem máscara”.

A eficácia da máscara

Uma pesquisa feita na Alemanha e publicada no site VoxEU apontou que o uso da máscara por parte da população pode reduzir em até 40% a taxa de crescimento do coronavírus.

“Nossos resultados sugerem que exigir máscaras é uma medida de contenção para a covid-19 com bom custo-benefício, menos prejudicial à economia e democrática”, declararam os pesquisadores.

Foto: Unsplash

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