Revelação da TV, Igor Fernandez também brilha no circo e teatro

O ator Igor Fernandez foi um dos destaques de Bom Sucesso, trama das 19h da Rede Globo que estreou em 2019 – e este parece ter sido só o começo, viu!?

Nascido em Cataguases, interior de Minas Gerais, o artista de 23 anos está no teatro desde os 7. Ele conta que com 10 anos já escrevia roteiros de teatro adaptados de revistinhas em quadrinhos e entregava aos amigos do bairro, onde todos tinham que decorar e ser dirigidos por ele. Já aos 12 começou a brincar de cinema, e com uma câmera digital de 4m.p gravou seu primeiro filme, roteirizado por ele.  

Leia também:

Além da TV e teatro, Igor também arrasa no mundo do circo. Ele faz malabarismo, tecido acrobático, cospe fogo e anda de perna de pau. Também apaixonado por dança, entrou para o Ballet porque precisava de um corpo alongado para o circo. Se encantou ainda mais pelo clássico e reúne algumas apresentações na modalidade, alem da dança de salão, de rua, samba e outros ritmos brasileiros. Quanta coisa, né?

Para conhecer mais sobre o astro, batemos um papo mara com ele. Confira:

DOMÍNIO: Como nasceu essa sua vontade em ser ator?
Igor Fernandez: Não consigo dizer exatamente quando surgiu a vontade porque desde que me conheço por gente já “brincava” de ser artista. Aos 7 anos comecei a estudar em cursinhos de teatro, mas antes disso já brincava de imitar personagens da televisão e depois passei a fazer teatros e filmes com meus amigos do bairro, ou seja, nasci e cresci no ramo, primeiro por amor e agora por amor e ofício.

Você já trabalhou em circo também. Como foi essa experiência?
O circo entrou na minha vida como a primeira forma de ter renda somente através da arte. Enquanto ainda estava em Minas Gerais entrei em um grupo chamado TOCA (dirigido por Fernanda Godinho e Emerson Morais), e lá desenvolvi a maioria das habilidades circenses que domino hoje, da palhaçaria ao fogo, perna de pau e malabares, com o objetivo de realizar festas e eventos utilizando trabalhos circenses. Logo quando cheguei ao Rio decidi não parar de treinar, mesmo dividindo o tempo com espetáculos de teatro e televisão, e até hoje não me vejo longe das artes circenses. Foi paixão ao primeiro nariz de palhaço!

Circo, teatro ou TV? O que te deixa mais completo?
Talvez estar na TV interpretando um personagem que é ator e que usa o circo no seu espetáculo. Mistura um pouco de tudo, aí sim sou completo.

Pra você, qual a importância de ter um ator LGBTQ+ em papeis de destaque na TV?
É a de ser espelho para a quebra de estereótipos. Esse negócio de que homossexual não pode ser o “galãzinho”, de que negro tem que ser apenas o motorista, bandido ou empregada não cabe mais em lugar nenhum. Qualquer um pode estar onde bem quiser e ser também o que quiser, não tem mistério, o que tem ainda são velhos preconceitos que precisam ser combatidos.

Do começo de sua carreira até hoje: o que mudou pra você?
Acho que o tempo ficou mais curto para algumas coisas, tirando isso nada mais mudou. Continuo amando e realizando tudo com a mesma intensidade de quando fazia apenas como brincadeira de criança, e é essa a graça da coisa.

Quais são os ícones da arte que mais te inspiram?
São tantos, mas vai aqui o nome de alguns: dos atores brasileiros eu me inspiro muito no Jesuíta Barbosa, no Babaioff, no Lázaro Ramos e Kelzy Ecard; na direção meu coração sempre estará junto ao de Almodóvar; na dança nada mais incrível (e clichê) que a Zakharova, né?; e no circo os ícones da arte serão sempre meus instrutores, sou fã de todos.

Quais são as suas metas pós-quarentena?
Trabalhar, viajar, trabalhar mais ainda e viajar muito mais, a meta é essa! 

Comments

comments

Leave a Reply
Your email address will not be published. *

Click on the background to close