Protestos mostram que índice de rejeição está certo e pressionam impeachment de Jair Bolsonaro

No último sábado, 29, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra o governo de Jair Bolsonaro, a favor da abertura de um processo de impeachment e pela aceleração da vacinação no Brasil. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife registraram manifestações. O povo na rua materializou algo que já vinha sido apontado nas pesquisas recentes feitas com a população: o índice de rejeição à Bolsonaro está nas alturas.

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No dia 13 de maio, o jornal Folha de São Paulo divulgou uma pesquisa Datafolha atualizada que mostrava uma desaprovação de 51% ao governo, muito pelo fato da catástrofe que foi o enfrentamento da pandemia, com negação de vacinas e o incentivo a remédios sem eficácia comprovada. Alguns dias depois, Bolsonaro e seus apoiadores se reuniram em uma marcha de motos no Rio de Janeiro e alguns de seus – poucos, porém barulhentos – defensores públicos disseram que essas pesquisas estavam sendo “compradas” e eram “enganosas”.

Bom, elas não são. O resultado foi visto ontem nas ruas. No meio de uma pandemia, com a eminência de uma terceira onda, milhares saíram de casa para expressar o descontentamento com o que está acontecendo. Até então, o presidente exibia uma falsa imagem de aprovação e mostrava que o seu negacionismo durante a crise sanitária não o prejudicaria. Ele estava enganado. E ainda bem que estava.

Os protestos foram uma forma física e visível da indignação de um país que não aguenta mais uma média de 2 mil mortes por dia por conta de uma doença que já tem vacina. Foi por conta do número absurdo de desempregados. Foi por causa da fome, resultado do número catastrófico de 14 milhões de pessoas que estão vivendo na extrema pobreza. Resultado de uma falta de gestão que não pensou nem na saúde, e nem na economia.

O que aconteceu ontem foi a faísca que pode resultar no afastamento de Jair Bolsonaro do poder. Se isso realmente vai acontecer até o fim de 2022, isso a gente não pode dizer, mas que terá um peso nas urnas, isso com certeza terá.

O grande estado de luto que é visto nos quatro cantos do país se transformou em um movimento por mudança.

Foto: Mídia Ninja

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