Protestos em Cuba resultam em 100 presos e uma morte

Após os protestos do último domingo, ativistas contrários ao atual governo cubano divulgaram uma lista com mais de 100 nomes de protestantes que teriam sido presos ou estão desaparecidos. A lista foi publicada pelo Movimento San Isidro, que defende maior expressão artística em Cuba.

Entre os supostos presos, está a jornalista Camila Acosta, que estava cobrindo as manifestações em Havana para um jornal europeu. O ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares, já pediu ao governo de Cuba a libertação da repórter.

Também houve uma morte durante o confronto com a polícia nesta segunda-feira, de acordo com a agência estatal de notícias cubana. O Ministério do Interior disse que o manifestante morto e outros atacaram as autoridades.

Os protestos reivindicam contra a falta de alimentos e remédios, consequência da crise econômica que foi agravada durante a pandemia. De acordo com o presidente Díaz-Canel, os problemas econômicos de Cuba são culpa das sanções comerciais dos Estados Unidos.

Segundo a mídia estatal, o governo realizou uma reunião para discutir os protestos e contou com a presença do ex-presidente e líder comunista Raúl Castro, irmão do também ex-presidente Fidel Castro.

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