Pamela Otero fala sobre protagonizar “A Todo Vapor”, nova série da Amazon Prime Video

A atriz Pamela Otero, que brilhou em duas temporada de Quando Toca o Sino, da Disney Channel, está de volta a TV com um trabalho bapho: A Todo Vapor, disponível desde setembro na Amazon Prime Video.

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Na trama, ela vive sua primeira heroína, Vitória Acauã, na qual é inspirada na obra Contos Amazônicos, de Inglês de Souza. Sua personagem é uma médium indígena, um espírito selvagem e livre, que ouve as vozes dos ventos e as entidades do além. Uau!

O mais legal é que a série é a primeira nacional pertencente ao estilo steampunk e transformou personagens da literatura brasileira de autores consagrados como Gonçalves Dias, Machado de Assis, José de Alencar, Inglês de Souza, em heróis.

Nós conversamos com a Pam sobre esse lançamento e novos projetos na TV. Se liga:

DOMÍNIO No que sua nova personagem se difere da personagem de “Quanto toca o sino”?
Pamela Otero:
Aaah, elas são bem diferentes! Mas também tem algumas características parecidas… A Bela, de Quando Toca o Sino é uma adolescente cheia de energia querendo descobrir sua própria vida, desvendar seus próprios obstáculos… Já Vitória, de A Todo Vapor é uma mulher bem segura de si que consegue ter maior discernimento das atitudes e foca sua energia em resolver as questões do todo! Agora, não tem como não comentar que ambas amam estar perto de amigos, tem um tom irônico é muito amor no coração!

Como rolou o convite pra esse novo projeto?
Estava na fila pra entrar no teatro, fui assistir Alma Imoral no Eva Herz e encontrei com o Felipe Reis, diretor, protagonista e idealizador da série. Ele já estava com o radar atento pesquisando seu elenco! Bateu o olho em mim, já me conhecia de castings, leituras, da vida de artista em Sampa e me fez o convite na hora. Ele já conhecia meu trabalho! Me mandou um material de pesquisa no e-mail e disse: se você gostar, Vitória pra gente (Nome da personagem)! Adorei e vesti a camisa nessa produção independente!

Conta um pouco pra gente sobre sua personagem.
Vitória é uma médium, indígena, faz parte de um grupo de heróis que precisam desvendar assassinatos inspirados nos arcanos do tarô! A Vitória é safa, ela não dá ponto sem nó, investiga, luta (fiz muitas aulas de luta com o Gutemberg Lins que é fera em dublês de luta e coreografias de luta para audiovisual). Vitória é uma heroína inquieta! Enéias, criador da série, roteirista, descreve a minha Vitória como uma heroína de sonho, no limiar da luz do sol e das sombras, buscando iluminações e transmutações! E eu acrescento que com todos os desafios que ela escolheu desvendar, com todos os poderes e intuição, e “peso” do seu passado, ela deixa um tempinho pra amar.

Quais foram as maiores dificuldades em gravar uma série independente?
Organizar agendas de todos, conseguir locações com baixo orçamento ou na parceria. Por isso a importância de incentivar a primeira série steampunk brasileira! Pra gente criar notoriedade e quem sabe despertar a atenção de patrocinadores pra segunda temporada! Afinal, a maior dificuldade talvez fosse montar um time disposto a rodar durante um período de um ano, sendo que com investimento e patrocínios teríamos rodado em apenas um mês, com disposição, talento, animação e vontade! Sem dúvida, todo o time de “a todo vapor” merece sucesso e reconhecimento! Talento e mais talento! Tanto que ganhamos diversos prêmios em festivais tanto no Brasil como fora! Global Film Festival Awards Los Angeles – 2018 – Melhor série de Drama; Rio Web Fest – 2018 – Melhor Abertura, além das indicações à melhor Série de Ação, Melhor Produção, Melhor Elenco, Melhor Atriz, Melhor Efeito Visual e Melhor Figurino. E concorreu a outros prêmios nacionais e internacionais como o New Jersey Web Festival 2019, com indicações de melhor ator e melhor atriz de Sci-Fi, e o New York City Web Fest 2018, com indicação à melhor série de Thriller.

Quais são as maiores referências que você tem como atriz?
Vou citar as brasileiras primeiro: Fernanda Montenegro, Laura Cardoso, Pathy Dejesus, Maria Casadevall, Renata Sorrah, Ísis Valverde, Alice Braga… Nossa, a gente tem muita mulher boa, forte e potente na nossa arte!

E também: Alba Flores (La Casa de Papel), Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale), Penélope Cruz, Meryl Streep, Giulietta Masina …

Quais são os seus planos pós-pandemia?
Olha, a pandemia não me parou! Segui lendo, estudando e ensaiando muito de forma virtual, usando a rede, a conexão como minha aliada! Eu quero muito que o mercado aqueça e que tenham muitos castings pra séries pra eu participar e conquistar bons papéis! Por hora, já tenho um curta programado pra rodar ainda este ano! Todo mundo estando bem, testando negativo pra Covid, acho que rodamos no fim de novembro! Mas meus planos são muitos, planejo uma segunda temporada pra série e planejo outros papéis densos e impactantes pra minha carreira! Que venha breve, universo!

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