Pai ri, pai chora, pai sente, pai também ama

Na última sexta-feira consegui algumas horas livres, no meio da agenda tão lotada, para aproveitar a manhã em um parque. Chegando lá, sentei na grama, sob a sombra de uma árvore e admirei o dia de sol neste inverno tão forte que estamos vivenciando. Em meio à paz da natureza que colore o parque, uma cena chamou minha atenção. Um pai com dois filhos, um menino de, aproximadamente, 10 anos e uma menina de 4. 

Leia mais:

O pai e as duas crianças trocavam risadas e abraços, enquanto corriam pela grama úmida e brincavam com os cachorros do parque. Essa cena pode nos parecer um tanto que normal hoje em dia, mas essa realidade é bastante recente. 

Não sei em que ponto das últimas décadas os pais passaram a estar mais presentes nas vidas dos filhos, mas ainda bem que isso aconteceu. E quando digo presentes, não quero dizer a figura paterna rígida que representa a lei da casa, mas essa nova figura paterna que também possui muito afeto e sentimentalismo. 

Essa questão foi muito bem colocada pelo dermatologista e marido de Paulo Gustavo, Thales Bretas, na campanha de Dia dos Pais da Natura. Ele conta que costumava relacionar seu caráter mais emotivo ao fato de ser homossexual, mas que estava enganado. “A sensibilidade não é nem masculina nem feminina e é aí que eu percebi que ser homem é também sentir”, Thales diz. “Ser pai é cuidar, educar, acolher, crescer junto.”

Ainda existe uma imagem de família tradicional brasileira muito forte, na qual o pai ainda possui um papel de provedor e racionalidade. Mas, felizmente, cada vez mais, as famílias estão aprendendo a se moldar de diferentes formas. O pai pode sim demonstrar carinho através de beijos e abraços, o pai pode sim chorar ao receber um presente de Dia dos Pais, o pai pode sim ir no parque com os filhos enquanto a mãe trabalha. 

Essa nova realidade tende a criar uma geração com mais respeito, onde a sensibilidade não é fraqueza. Mas não se engane, ainda há muita transformação para ser conquistada na sociedade brasileira. Segundo o Instituto Data Popular, 20 milhões de mulheres ainda são obrigadas a serem mãe e pai. Chocante né? Pois é, 31% das famílias brasileiras são constituídas por mães solteiras. Por isso, cada mudança importa, cada família que quebra padrões e estereótipos faz sim a diferença!

Comments

comments

Leave a Reply
Your email address will not be published. *

Click on the background to close