Orgulho LGBTQ+: 10 livros para conhecer e se apaixonar

Junho é o mês do orgulho LGBTQ+ e esta é uma ótima desculpa para você descobrir histórias, personagens e autores novos e trazer mais diversidade para as suas leituras. Pensando nisso, fiz uma lista com 10 livros para todos os gostos: tem romance jovem, romance com mistério, histórias baseadas na vida dos próprios autores e até romance de época.

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Confira a lista a seguir, escolha um e não pare, pois autores e personagens LGBTQIA+ não devem ser lidos e valorizados só agora, mas sim o ano inteiro e o tempo todo, combinado?

1. Os sete maridos de Evelyn Hugo, de Taylor Jenkins Reid

Lendária estrela de Hollywood, Evelyn Hugo sempre esteve sob os holofotes, seja estrelando uma produção vencedora do Oscar, protagonizando algum escândalo ou aparecendo com um novo marido… pela sétima vez. Agora, prestes a completar oitenta anos e reclusa em seu apartamento no Upper East Side, a atriz decide contar a própria história ― ou sua “verdadeira história” ―, mas com uma condição: que Monique Grant, jornalista iniciante e até então desconhecida, seja a entrevistadora. Ao embarcar nessa misteriosa empreitada, a jovem repórter começa a se dar conta de que nada é por acaso ― e que suas trajetórias podem estar profunda e irreversivelmente conectadas.

2. Na casa dos sonhos, de Carmen Maria Machado

Carmen se apaixonou por uma mulher que parecia maravilhosa ― elas fazem sexo, viajam juntas, conhecem as respectivas famílias ―, mas que acaba se tornando opressiva e aterrorizante, apesar de ainda sedutora. Embora seja difícil resistir ao charme da companheira, a autora cada vez mais se dá conta de que os limites autoimpostos ― aquelas balizas que fazem dela a pessoa que quer ser ― estão sendo ignorados.

Neste livro de memórias ousado e brutal, Carmen Maria Machado examina um relacionamento abusivo através de sua percepção pessoal, mas também por um viés cultural e sociológico. Ao registrar sua experiência de sexualidade queer e violência psicológica íntima, a autora chama ao palco personagens largamente marginalizados e esquecidos pela história que, invisíveis na narrativa coletiva, encontram ainda mais dificuldade para entender o significado de seus próprios sentimentos.

3. Vermelho, branco e sangue azul, de Casey McQuiston

O que pode acontecer quando o filho da presidente dos Estados Unidos se apaixona pelo príncipe da Inglaterra?

Quando sua mãe foi eleita, Alex Claremont-Diaz se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana. Bonito, carismático e com personalidade forte, Alex tem tudo para seguir os passos de seus pais e conquistar uma carreira na política, como tanto deseja. Mas quando sua família é convidada para o casamento real do príncipe britânico Philip, Alex tem que encarar o seu primeiro desafio diplomático: lidar com Henry, irmão mais novo de Philip, o príncipe mais adorado do mundo, com quem ele é constantemente comparado ― e que ele não suporta.

O encontro entre os dois sai pior do que o esperado, e no dia seguinte todos os jornais do mundo estampam fotos de Alex e Henry caídos em cima do bolo real, insinuando uma briga séria entre os dois. Para evitar um desastre diplomático, eles passam um fim de semana fingindo ser melhores amigos e não demora para que essa relação evolua para algo que nenhum dos dois poderia imaginar ― e que não tem nenhuma chance de dar certo. Ou será que tem?

4. O quarto de Giovanni, de James Baldwin

Lançado em 1956, este livro é considerado uma obra-prima da literatura americana. Com pinceladas autobiográficas, “O quarto de Giovanni” trata de uma relação bissexual ao acompanhar David, um jovem americano em Paris à espera de sua namorada, Hella, que por sua vez está na Espanha. Enquanto ela pondera se deve ou não se casar com David, ele conhece Giovanni, um garçom italiano por quem se apaixona.

5. Conectadas, de Clara Alves

Raíssa e Ayla se conheceram jogando Feéricos, um dos games mais bombados do momento, e não se desgrudaram mais ― pelo menos virtualmente. Ayla sente que, com Raíssa, finalmente pode ser ela mesma. Raíssa, por sua vez, encontra em Ayla uma conexão que nunca teve com ninguém. Só tem um “pequeno” problema: Raíssa joga com um avatar masculino, então Ayla não sabe que está conversando com outra menina.

Quanto mais as duas se envolvem, mais culpa Raíssa sente. Só que ela não está pronta para se assumir ― muito menos para perder a garota que ama. Então só vai levando a mentira adiante… Afinal, qual é a chance de as duas se conhecerem pessoalmente, morando em cidades diferentes? Bem alta, já que foi anunciada a primeira feira de Feéricos em São Paulo, o evento perfeito para esse encontro acontecer…

7. Rainhas geek, de Jen Wilde

Charlie é youtuber, atriz, bissexual… E uma das atrações principais da SupaCon, a convenção de cultura pop mais famosa do mundo. Essa é sua chance de mostrar aos fãs que superou seu término público com o ex-namorado – e coestrela de seu último filme – Reese Ryan. O reencontro de Charlie e Reese deixa o clima pesado, mas quando a it girl Alyssa Huntington aparece como convidada surpresa no evento, o que Charlie pensava ser apenas um crush da internet se mostra muito real.

Melhor amiga de Charlie, Taylor quer ser invisível. Seu cérebro parece estar programado para funcionar de maneira diferente das outras pessoas e ela gosta de rotina e estabilidade. A única mudança que ela quer em sua vida é no status de sua amizade com Jamie, o que ela sabe que nunca acontecerá. Mas, ao ouvir sobre um concurso de cosplay de seu fandom favorito, Taylor começa a repensar até onde vai seu medo de se destacar.

8. Guia de Mecânica Celeste para Damas, de Olivia Waite

Assistir ao casamento de sua ex-amante não é uma experiência agradável, e Lucy Muchelney deseja estar em qualquer outro lugar do que na cidadezinha de Lyne. Quando recebe uma carta da condessa de Moth buscando um tradutor para um revolucionário artigo francês sobre astronomia, ela sabe aonde deve ir. Mas, ao aparecer na porta da casa da condessa, em Londres, esperava encontrar um desafio, não uma artista incompreendida capaz de tirar seu fôlego.

Catherine St. Day está ansiosa para desfrutar de uma vida pacata como viúva assim que concluir o legado científico de seu marido. Sua intenção era encontrar um tradutor e lhe passar a responsabilidade do projeto, mas ela fica intrigada pela jovem que bate à sua porta, implorando por uma chance, e deixa Lucy ficar. Mas, quando Catherine começa a se sentir atraída pela astrônoma apaixonada pelas estrelas, tudo em que acreditava sobre si mesma é posto à prova.

9. Um milhão de finais felizes, de Victor Martins

Jonas não sabe muito bem o que fazer da vida. Entre suas leituras e ideias para livros anotadas em um caderninho de bolso, ele precisa dar conta de seus turnos no Rocket Café e ainda lidar com o conservadorismo de seus pais. Sua mãe alimenta a esperança de que ele volte a frequentar a igreja, e seu pai não faz muito por ele além de trazer problemas.

Mas é quando conhece Arthur, um belo garoto de barba ruiva, que Jonas passa a questionar por quanto tempo conseguirá viver sob as expectativas de seus pais, fingindo ser uma pessoa diferente de quem é de verdade. Buscando conforto em seus amigos (e na sua história sobre dois piratas bonitões que se parecem muito com ele e Arthur), Jonas entenderá o verdadeiro significado de família e amizade, e descobrirá o poder de uma boa história.

10. Minha versão de você, de Christina Lauren

Há três anos a família de Tanner Scott se mudou da Califórnia para Utah, fazendo com que sua bissexualidade voltasse para o armário. Agora, com apenas mais um semestre até o fim das aulas no colegial e seu tão sonhado futuro em uma universidade longe da família, ele só deseja que o tempo passe mais depressa.

Quando Autumn, sua melhor amiga, se inscreve na aula de escrita e o desafia a participar, Tanner não consegue recusar o convite, afinal de contas, quatro meses é tempo mais do que suficiente para escrever um livro, certo? O garoto está mais certo do que imagina, pois leva apenas um segundo para que ele note Sebastian Brother, o prodígio mórmon que, nas aulas de escrita do ano anterior, escreveu e publicou o próprio livro, e agora orienta a turma. Se quatro meses é muito tempo, um mês pode não ser. E é exatamente esse tempo que leva para Tanner se apaixonar por Sebastian.

Gostou das sugestões? Então escolha o seu favorito e leia com orgulho!

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