O seu tipo sanguíneo tem algo a ver com o risco de contaminação do coronavírus?

Recentemente, um novo estudo feito na Europa mostrou que as pessoas do grupo sanguíneo A tinham maior risco em se contaminar com o coronavírus e desenvolverem sintomas graves. Já as pessoas com o tipo sanguíneo O teriam um “efeito protetor”. E essa não foi a primeira pesquisa que revelou a relação entre o sangue e a covid-19.

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Na China, 2.173 pacientes com covid-19 foram estudados e os resultados foram similares ao da pesquisa europeia: o tipo sanguíneo A tinham maior risco de desenvolver a doença do que o tipo sanguíneo O. Mas o que será que pensam os especialistas?

“Foi constatado que pessoas do tipo sanguíneo O provavelmente estão mais protegidas contra o Sars-CoV, em comparação com pessoas do tipo sanguíneo A”, explica Sakthivel Vaiyapuri, professor de farmacologia cardiovascular na Universidade de Reading, ao Huffpost. “A sugestão dada foi que isso ocorre devido à presença de anticorpos anti-A e anti-B no grupo sanguíneo O.”

Médicos de Hong Kong concluíram que anticorpos anti-A são capazes de inibir ou mesmo bloquear a vinculação do vírus com a célula hospedeira, fato que pode oferecer, sim, uma certa proteção à pessoa.

Meu sangue é tipo A: e agora?

O especialista afirma que, apesar de o estudo ser de alto qualidade, não deve ser encarado como verdade absoluta. Até agora, não foi comprovado que pessoas do tipo sanguíneo O estariam 100% protegidas ou que as do tipo sanguíneo A estejam 100% em perigo.

“O fato de o tipo sanguíneo explicar apenas uma pequena porcentagem de proteção ou vulnerabilidade demonstra claramente que existem vários outros fatores associados a esta doença – logo, que são necessárias mais pesquisas para confirmar essa ligação”, afirma Vaiyapuri.

Para Danny Altmann, professor do Departamento de Medicina do Imperial College London, a descoberta “abre portas para novas direções a serem seguidas pelas pesquisas médicas e sobre medicamentos, para tentar explicar como o efeito do grupo sanguíneo pode estar funcionando”.

Sendo assim, ele conclui que “todos devem seguir as recomendações dadas pelas autoridades de saúde e tomar cuidado extremo para se proteger e proteger aqueles que os cercam.”

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