No período de um mês, pelo menos 16 mulheres foram estupradas por policiais na Índia

A polícia indiana está sendo acusada de estuprar pelo menos 16 mulheres no múltiplo de aldeias tribais do país, de acordo com o Washington Post. A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Índia divulgou um relatório no último domingo, 8, revelando que os crimes aconteceram em outubro de 2015, durante uma operação contra rebeldes maoístas ocorrida no distrito de Bijapur, no estado de Chhattisgarh. A Comissão emitiu as suas conclusões à medida que aguarda relatórios de mais 20 mulheres que podem ter sido sobreviventes do mesmo abuso.

“Os direitos humanos das vítimas foram grosseiramente violados pelo pessoal do Governo de Chhattisgarh, sendo que o Governo do Estado é indiretamente responsável de segurança”, disse a Comissão em relatório. Em alguns casos, a Comissão observa que as mulheres foram estupradas por policiais.

Este relatório vem à tona logo após uma mulher ter sido sexualmente agredida em público na véspera de Ano Novo por um grupo que a tinha perseguido por dias. O incidente, que inicialmente foi relatado como um estupro em massa, parece ter sido reduzido por agentes da lei, o que provocou uma conversa sobre a cultura do estupro do país. Após o ataque, uma autoridade do país disse que a mulher que foi agredida foi a verdadeira culpada.

A jornalista Rega Jha, do BuzzFeed India, escreveu um texto relatando como o problema está tão em evidência no país. “Ao invés de nossos pais nos ensinarem a cautela, comece a ensinar o que é consentimento aos seus filhos.Ao invés de nossos pais nos ensinarem a ter medo, comece a ensinar o respeito a seus filhos”, escreveu ela. “Ensine aos seus filhos que eles não têm direito ao corpo de nenhuma mulher. Ensinem a seus filhos o que significa ‘não’.”

A conclusão que temos da Comissão Nacional de Direitos Humanos sobre a situação das mulheres na Índia é impactante e horripilante. As mulheres indianas, assim como as mulheres em todo o mundo, não devem tolerar esse cenário e os autores devem primeiro ser ensinados a não estuprar e, em seguida, serem responsabilizados se o fizerem. Este relatório é um passo na direção certa.

 

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