#NiUnaMenos: 5 anos após movimentos, América Latina continua sendo um dos lugares mais perigosos para mulheres

Foto: Unsplash

Você se lembra da onda de protestos #NiUnaMenos, que tomou conta da Argentina e de países vizinhos 5 anos atrás? O movimento foi por conta de um estupro coletivo que aconteceu no país e do número assustador de casos de violência contra a mulher que assombrava toda a América Latina. Estamos em 2020 e muita coisa ainda precisa ser feita.

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Segundo o The Guardian, uma em cada três mulheres latinas já foram submetidas a algum tipo de violência de gênero e algo entre 17% e 53% sofrem violência doméstica. Restrições provocadas pelo coronavírus e a quarentena teriam agravado esse número ainda mais. Na Argentina, uma mulher é morta a cada 30 horas.

Alberto Fernández, presidente do país, elogiou o #NiUnaMenos e criou o Ministério da Mulher, Gênero e Diversidade, que trabalha em uma linha de apoio às vítimas desse tipo de violência.

Andrea Lescano, mãe de uma jovem morta em 2017, disse que já consegue ver as mudanças acontecendo por lá. “Não é que exista mais violência, é que agora você a vê e a nomeia.”

No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que uma mulher é agredida por um homem a cada 4 minutos no país. Em 2018 foram registrados mais de 145 mil casos de violência contra a mulher – podendo ser agressão física, psicológica, sexual ou uma combinação delas. Durante a quarentena, o crime aumentou cerca de 10%, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio.

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