Mulheres negras estão fazendo história nas Olimpíadas de Tóquio

Elas chegaram com tudo e estão arrasando! Quando o assunto é o combate ao racismo, as Olimpíadas de Tóquio se destacam desde o início. Pela primeira vez na história dos jogos, uma mulher negra foi escolhida para acender a pira olímpica na cerimônia de abertura. A tenista Naomi Osaka é filha de mãe japonesa e pai haitiano, mas vive nos Estados Unidos desde os 3 anos. Entretanto, escolheu representar o Japão, seu país natal, no campeonato esportivo mais importante do mundo. 

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Naomi é uma estrela do tênis nas quadras e um símbolo de ativismo fora delas. “Antes de ser uma atleta, sou uma mulher negra”, escreveu Naomi em uma publicação nas redes sociais, em 2020. Apesar da tenista não ter conquistado a medalha para o Japão, ela conquistou algo muito mais importante: representatividade feminina e negra nos Jogos Olímpicos. 

Felizmente, Naomi não foi a única mulher negra a fazer história nas Olimpíadas de Tóquio. Como é mesmo aquela expressão? “Um povo unido jamais será vencido”! Naomi se uniu à estrela da ginástica Simone Biles para trazer em pauta o tema da saúde mental dos atletas. 

Após a desistência de Biles de quatro finais e a surpreendente derrota de Osaka, as atletas falaram sobre a pressão que sofrem durante os jogos olímpicos e a importância de priorizar a saúde mental. E essas divas estavam certíssimas! Deixando a cobrança de lado, Biles voltou, hoje, para a final na trave com um único objetivo: se divertir. O resultado não podia ser outro, Simone Biles subiu no pódio para receber medalha de bronze! 

A luta contra o racismo em pauta, ou melhor, em atos

Os atos simbólicos de mulheres negras nas Olimpíadas de Tóquio não pararam por aí. Durante a primeira rodada de futebol feminino, cinco seleções (Chile, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Nova Zelândia e Suécia) se ajoelharam no campo, no início da partida. O gesto, que simboliza a luta contra o racismo, ganhou popularidade após o assassinato do estadunidense George Floyd, em maio de 2020. 

Raven Saunders, atleta negra e lésbica, conquistou medalha de prata no arremesso de peso. Mas a maior conquista da norte-americana foi o símbolo que ela levou ao pódio. Com a medalha de prata sobre o peito, Saunders ergueu os braços e cruzou os punhos sobre a cabeça. Segundo ela, o gesto com os punhos em “X” representa o destino comum onde os oprimidos se encontram. “Grito para todos os meus negros. Grito para toda a minha comunidade LGBTQ”, disse Saunders.

Mulheres, negras e brasileiras!

Quando o assunto é representatividade negra no esporte, o Brasil tem um longo histórico. Aída dos Santos, única mulher na delegação brasileira e única do atletismo nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 1964.

Judoca Rafaela Silva,  primeiro ouro do Brasil em casa nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Daiane dos Santos, primeira representante do país, entre homens e mulheres, a ser campeã no Campeonato Mundial. E claro que não podíamos deixar de falar da nova queridinha do Brasil… Rebeca Andrade, a primeira ginasta brasileira a subir ao pódio dos Jogos Olímpicos, não só uma, mas duas vezes, para receber medalhas de prata e ouro! Existem muitos outros nomes de atletas negras que fizeram história e a expectativa é que essa lista aumente cada vez mais, porque o lugar da mulher negra é onde ela quer estar! 

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