“Mulher-Maravilha 1984” é a dose de otimismo e esperança que precisávamos em 2020

Depois de um ano marcado pela pandemia, com o nosso nível de esperança por dias melhores quase se esgotando, a chegada de um filme como Mulher-Maravilha 1984 aos cinemas é quase como se fosse um carinho em nosso coração. O blockbuster, um dos poucos a estrear nas telonas em um ano tão fora da curva como esse, conta com uma dose de otimismo e esperança que precisamos levar para 2021 – e nada melhor do que começar o novo ano com um filme tão incrível quanto esse.

Para entender o porquê dessa sequência ser tão necessária em dias como hoje, precisamos voltar lá 1941, quando a heroína foi criada. Diana Prince, seu pseudônimo, nasceu a partir da veiculação de histórias menos violentas para ensinar às crianças que “o ideal de superioridade masculina e o preconceito contra as mulheres”, nas palavras de seu criador, William Moulton Marston, eram prejudiciais. A personagem não tem permissão para matar ninguém, nem estava autorizada a usar a violência, exceto em autodefesa ou em defesa de outros. O amor era – e continua sendo – a chave para a sua força. É com esse gancho que Mulher-Maravilha 1984 surge.

Dirigido por Patty Jenkins, Mulher-Maravilha 1984 mostra uma Diana (Gal Gadot) que tenta se inserir na sociedade dos anos 80, durante a Guerra Fria, trabalhando em um museu. É nesse momento que ela entra em conflito com dois grande inimigos – o empresário de mídia Maxwell Lord (Pedro Pascal) e a amiga que virou inimiga Barbara Minerva/Cheetah (Kristen Wiig) – enquanto se reúne com seu velho interesse amoroso Steve Trevor (Chris Pine).

O mais legal desse filme é que ele foge bastante do universo sombrio e distópico dos filmes anteriores da DC. Aqui, a heroína vive momentos que a aproximam mais do nosso cotidiano – salvar crianças de um assalto a um shopping, resolver problemas em um engarrafamento… Esse tom se mantém ao mostrar a química entre o casal protagonista e alguns momentos solitários e de vulnerabilidade de Diana.

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O roteiro também conta com um ótimo equilíbrio entre cenas de ação primorosas e outras sequências mais emotivas e intimistas dos personagens. É possível se apegar ao ver a evolução e o desenvolvimento das pessoas na tela.

Mas como nem tudo são flores, o ponto negativo de Mulher-Maravilha 1984 fica por conta do visual da vila Mulher-Leopardo, que ficou a desejar nos efeitos especiais.

E aí, vale ir aos cinemas assistir? Se você se sentir seguro ao frequentar uma sala neste momento, a gente indica fortemente essa sequência maravilhosa. É leve, divertido, emocionante e esperançoso. O combo necessário que precisamos em tempos tão caóticos.

Nota: 8,9

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