Meditar em casa é possível, sim! Aprenda a criar este hábito

A pandemia e o isolamento social nos deixaram com os sentimentos à flor da pele. Acompanhar as notícias, estudar e/ou trabalhar de casa e não surtar em certos grupos do WhatsApp são desafios diários, né? Porém, a prática da meditação pode te ajudar a manter o equilíbrio e separar um momento precioso para ouvir a voz que mais importa: a sua.

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Cinthya Müller começou a meditar há 1 ano e três meses, praticamente desde que a pandemia começou. “Estava surtando com tudo isso, não conseguia prestar atenção em mais nada e senti que estava apenas reagindo às coisas, sem refletir”, conta ela.

Para Cinthya, a prática da meditação diária trouxe, para a mente, mais clareza de pensamento e controle da impulsividade; para o corpo, uma melhora na respiração – sempre uma preocupação em tempos de Covid-19! -, e também alívio nos sintomas provocados pela fibromialgia, doença reumatológica crônica, que causa dores em todo o corpo, além de fadiga e possíveis alterações de sono.

Os especialistas concordam: meditar faz bem para o corpo e para a mente. “Se a meditação fosse um remédio, cobrariam muito caro, pois ela tem inúmeros benefícios. Meditar ajuda a controlar a pressão, os batimentos cardíacos e o metabolismo”, afirma Roberto Debski, médico e psicólogo.

Ficou interessadx? Confira as dicas da Cinthya e dos especialistas para criar o hábito da meditação em casa.

Meditação em casa: como começar

Vamos iniciar com o principal conceito da meditação: estar presente. Isso é o que devemos buscar e, por mais que a gente não perceba no dia a dia, estar presente não é tarefa fácil. “Estamos em geral no passado, o que nos traz o sentimento de nostalgia ou melancolia, ou no futuro, o que nos traz ansiedade. Colocamos nossa felicidade no tempo à nossa frente ou no tempo que já se foi. A meditação te traz para o momento presente, você com você mesmo”, explica Ricardo Amarante, terapeuta e instrutor de QI Gong.

Antes de se preocupar com técnicas de meditação, é preciso separar um tempo do seu dia para isso. Comece com pouco, de três a cinco minutos – mas todos os dias. Para meditar, é preciso praticar.

“Faço minha meditação no começo do dia. Acordo às 6 da manhã, tomo meu café, volto para a cama e medito”, conta Cinthya. Ela também diz que tentou usar aplicativos de meditação guiada no começo, mas não conseguia se concentrar devidamente; então, mudou para a meditação usando uma japamala – um cordão de contas usado para ajudar a se concentrar e entrar no processo meditativo. “A japamala é uma tentação para as minhas gatas (risos), mas é o que melhor funciona para mim para me concentrar. Com ela, hoje medito por 25 minutos, todos os dias”.

Importante: não é só porque os aplicativos não deram tão certo para a Cinthya que não vão funcionar para você também. O médico Roberto Debski explica que é importante experimentar as técnicas até encontrar a que faça você se sentir melhor. Por exemplo, algumas pessoas se dão melhor com técnicas de meditação passiva, que são as mais comuns: meditação guiada por aplicativo, a japamala, sentar-se em um lugar tranquilo e concentrar-se usando mantras etc. Já outras preferem técnicas de meditação ativa, ou seja, meditar enquanto fazem alguma outra atividade: durante uma caminhada ou outra prática esportiva, durante o banho, entre outras situações.

Para começar a meditar em casa, é fundamental… começar! “Separe um horário que você tem certeza de que poderá meditar sem ser interrompido e se comprometa a praticar diariamente. Se for usar algum objeto para meditar, deixe-o separado ou guarde-o sempre no mesmo lugar, para não perder tempo procurando. Comece com poucos minutos por dia e vá aumentando conforme se sentir mais seguro, para duas vezes por dia ou por mais tempo”, ensina Debski.

“No começo pode ser bem difícil”, relembra Cinthya. “A primeira vez que eu meditei foi presencialmente, em uma prática organizada na empresa onde trabalhava, mas em casa, sozinha, é diferente. Mas não desiste! Com a prática, fica mais fácil e dá resultado”.

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