#Medbikini: Médicas posam de biquíni em protesto contra estudo sexista

Um estudo publicado pelo Journal of Vascular Surgery causou controvérsia por apontar que o conteúdo postado por profissionais de saúde nas redes sociais pode influenciar a escolha do paciente na hora de procurar ajuda médica.

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Segundo o levantamento, publicado em dezembro de 2019, fotos com “trajes inapropriados”, “segurando ou consumindo álcool” e em “poses provocantes em biquínis/moda praia” seriam inadequadas para médicas postarem em suas redes sociais.

Muita gente considerou o estudo sexista – e com razão – e uma campanha importantíssima ganhou força na redes. Médicas começaram a postar fotos de suas vidas pessoais, usando trajes de biquíni, e usando a hashtag #Medbikini. Uma verdadeira prova de que isso não interfere em absolutamente nada na competência e comprometimento que elas têm com seus pacientes.

“A misoginia é medieval. Eu tenho que usar meu jaleco branco o tempo todo para merecer o título de ‘profissional’? Divertida, sexy, inteligente e trabalhadora podem existir no mesmo espaço. Eu posso usar roupas de banho na praia no meu tempo livre e ser uma médica competente e compassiva no trabalho”, disse Vera Bajarias, nefrologista nas Filipinas, ao publicar uma foto usando trajes de banho.

No Havaí, a doutora Candice Myhre fez um longo desabafo ao publicar uma foto em que aparece de biquíni socorrendo um garoto em uma praia. “Doutora Biquíni salvará sua vida no meio do oceano quando for atropelado por um barco (…) Podemos usar o que quisermos em nosso tempo livre e ainda salvar sua vida”, escreveu ela.

Diante da repercussão, o autor do estudo pediu desculpas. “Nossa intenção era capacitar os cirurgiões a estarem cientes e, então, decidir pessoalmente o que poderia estar facilmente disponível para pacientes e colegas verem sobre nós”, declarou Thomas Cheng.

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