Mari Azevedo agora é Mar.iana: “Nunca me senti tão eu”

A cantora Mari Azevedo acaba de dar um grande passo em sua carreira na música. Ela agora assina como Mar.iana, trazendo o oceano em sua grafia, elemento que representa bem seu estilo musical, com um som calmo e com a poesia do mar e da praia.

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Mari ficou conhecida depois de viver a protagonista Vivi na série Juacas, exibida na Disney Channel. Na música, ela já escreveu mais de 30 músicas. Uau!

Na última sexta, 14, ela lançou o single Calmaê, que marca bem o início dessa nova fase e do que ela pretende passar como artista. “Depois de muito tempo na minha vida, de muitos projetos e outras músicas que já lancei, eu nunca me senti tão eu. Me achei de verdade e por isso está sendo tão fluido.”

Vem ler o nosso bate-papo completo com a Mari:

DOMÍNIO POP: A música tem uma forte ligação com o clima praiano. De onde nasceu essa sua ligação com o mar?
Mar.iana: Eu nasci no Rio de Janeiro, então, pelo fato do meu pai sempre surfar, o mar sempre foi muito o meu dia-a-dia,  fazia parte da nossa rotina. A gente sempre estava na praia, minha família sempre amou muito a praia. Então, eu considero que nasci no mar, faz muito parte de mim e é o lugar que mais me traz paz. Uma vez minha mãe me falou uma coisa que sempre vem na minha cabeça e a minha primeira tatuagem, uma onda, foi justamente por causa disso, ela me falou que a gente pode ir todos os dias na praia,  e a onda pode estar quebrando no mesmo lugar,  mas ela nunca vai ser a mesma. Então, me traz uma ideia de evolução, de estar sempre seguindo, sempre evoluindo. Eu gosto e me identifico muito.

O que podemos esperar dos seus próximos lançamentos pra esse ano?Depois de muito tempo na minha vida, de muitos projetos e outras músicas que já lancei, eu nunca me senti tão eu. Me achei de verdade e por isso está sendo tão fluido.  Nós já temos um trabalho grande, várias músicas e clipes prontos e eu acho que é exatamente pelo fato de que foi muito natural. Eu me achei demais. Eu estou muito feliz por poder mostrar exatamente quem eu sou. Então, a única coisa que eu consigo dizer é que esse ano vai ter uma Mariana muito de verdade para todo mundo, com muita poesia da praia e muita vibe.  

Quais são as suas principais inspirações na hora de compor?
Quando eu estou compondo, inclusive nessas últimas canções  que eu compus com o meu irmão Biel e com Tiê, eu tendo pensar  no que eu passo e nas situações que realmente eu estou vivendo ou  já vivi. Eu gosto muito de trazer uma verdade muito atual minha. A inspiração é a minha própria vida, os meus próprios passos e aprendizados, e tudo que acontece no meu dia-a-dia. Todas as minhas vivências é o que tento colocar nas minhas músicas. 

Foto: Joaquim Lima

Você também surfa, né? Como o esporte entrou na sua vida?
O meu pai e meu irmão surfam e meu pai faz pranchas também no Rio. Então, eu sempre estive no mundo do surfe. Quando eu era pequenininha,  acordava de madrugada ara assistir os campeonatos com meu pai. Sempre foi uma coisa que eu acompanhei e que eu gostei. Minha família toda sempre foi do surfe. Eu sempre surfei de brincadeira, mas o surfe entrou 100% em minha vida quando eu entrei em Juacas, do Disney Channel, que é uma série de surfe. Nós tivemos inúmeras aulas, o elenco passou dois meses em Florianópolis tendo um intensivo de aula todos os dias com o Guga Arruda, que é um surfista de lá e dá aulas.   Foi daí que eu me apaixonei 100%. Depois disso, quando eu vinha para o Rio, nas minhas folgas das gravações, eu ia cedinho com meu pai surfar, coisa que eu não fazia antes da série porque eu não me garantia. E depois que estava mais no meu dia a dia surfar, isso virou realmente uma coisa que eu amo muito. Inclusive, um dos momentos mais bonitos que vivenciei foi surfando com um amigo da série na Bahia, na península do Maraú. Estávamos no mar e começou um chuvão, eu não enxergava nada, e o céu ficou todo rosa.  Foi lindo.  Realmente é uma coisa que eu sou apaixonada e me traz uma paz e uma energia fora do normal.  

Acredita que o surfe tem te ajudado a manter a cabeça no lugar durante a pandemia? 
Acho muito, não só pelo fato de surfar, mas durante a pandemia, o fato de estar dentro lifestyle do surfe, que é a praia e essa energia, que me faz muito bem. Todo mundo que está à minha volta durante pandemia também surfa. Então, independente se eu estava na água surfando junto ou não, já me trazia paz só de assistir, de estar ali.    

Falando nisso, como foi o seu processo de produção musical durante esse período tão conturbado? 
Na verdade, eu acho que foi uma das coisas que me salvou. A pandemia não está sendo fácil para ninguém. A gente se perde um pouco, a gente perde um pouco de noção das coisas. Acho que o meu processo de autoconhecimento vem através da música, é literalmente quem eu sou. Então, no meio da pandemia e hoje, o que me deixa no eixo e o que não me fez enlouquecer, foi a música. Eu sou muito grata a ela.  com todos os cuidados e seguindo todos os protocolos, a gente conseguiu fazer as músicas e produzir mesmo que de longe. Eu posso dizer que a música Me Salva e continua me salvando todos os dias.

Foto: Joaquim Lima

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