Kaique Oliveira, estilista das celebs, sofreu preconceito velado na carreira e fala sobre “momento de se reinventar”

Quem acompanha celebs como Boca Rosa, Duda Reis, Gleice Damasceno e Izabel Goulart, não imagina a mente talentosa que está por trás dos looks baphos que as estrelas usam. O estilista Kaique Oliveira é o responsável por deixar essas musas ainda mais maravilhosas.

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“A moda sempre foi muito presente na minha vida, cresci entre fios, cortes de costura e tecidos, venho de uma família de costureiras. E para ser sincero acredito que a moda nasceu em mim, e desde sempre eu tive muito claro qual o caminho profissional que eu queria trilhar”, conta ele ao DOMÍNIO.

Segundo ele, sua carreira por marcada por muitos “não”, mas isso não foi o suficiente para que ele deixasse de correr atrás de seus sonhos. “Acho que todos sofremos preconceitos de alguma forma, em algum momento”, relembra. “Eu passei por muitas experiências, talvez não explícitas, mas uma espécie de preconceito velado. E nesta questão o meu posicionamento é quem ditou muito o peso das coisas, porque eu acredito muito que meu foco, fez com que eu não desse ouvidos, e não absorvesse absolutamente nada de ruim que pode ter sido passado, ou que tenha sido feito ou dito para me atingir de alguma forma.”

No meio de uma pandemia que segue fazendo estragos, o profissional fala sobre a importância da moda se reinventar nesses tempos – e revela que fará um desfile virtual de sua marca, a Kaoli. “Este é o momento de pensar em soluções em prol da vida, que se adapte a nossa presente condição, a ideia do desfile virtual partiu disso”, conta. “A internet facilitou não só a comunicação mas como tudo pode acontecer, shows, aulas, até relacionamentos hoje estão online, por que não a moda? Um jeito seguro e confortável que nos possibilitou não parar.
Não posso negar que será mais um desafio, mas a adrenalina sempre me moveu a entregar o melhor de mim, tudo está sendo planejado e desenvolvido com toda cautela para conseguirmos o êxito esperado.”

O futuro da moda

É indiscutível que nos últimos anos o e-commerce tem sido uma alta opção de consumo principalmente no mundo da moda. Em 2021, depois da crise mundial causada pela pandemia da COVID-19 esse fator disparou. “Minha crença em um mundo consciente se estende também ao mundo da moda, os impactos negativos sociais e ambientais do fast fashion são inerentes. Mesmo com poucas décadas de existência, já é possível identificar muitos problemas oriundos”, disse.

“Tudo o que vimos e vivenciamos neste período assustador deu início a uma nova fase, o e-commerce transformou o mercado econômico, proporcionando inúmeras vantagens, e ele está em constantes atualizações, quando falamos de e-commerce hoje não temos limitações, uma compra virtual  pode acontecer até em uma janela de WhatsApp, isso é mágico. As pessoas estão entendendo o valor real das coisas da vida, e isso muda completamente o jeito de agir e de viver, e acredito que a moda vai acompanhar isso. O pós-pandemia é praticamente o restart no mundo, uma nova chance, e para isso precisamos fazer tudo diferente.
Minha maior aposta é primeiramente o consumo consciente e menos para ser mais, e quem compreende essa necessidade de renovação, preservação de consciência verde, ressignificou a vida.”

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