Justin Bieber aposta em pop oitentista com tom político no álbum “Justice”

O último álbum de Justin Bieber, Changes, foi um dos mais falados de 2020 – mas nem sempre isso é uma coisa boa. O álbum foi duramente criticado e vendeu menos do que o artista e sua gravadora esperavam. O trabalho apostou em declarações de amor à Hailey Baldwin, sua esposa, em uma espécie de lua de mel melosa – até demais, diga-se de passagem.

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Em Justice, disco lançado por Bieber nesta sexta, 19, o amorzinho pela companheira continua, é claro, porém o artista voltou às raízes ao apostar em um pop oitentista com tom político. “Em uma época em que há tantas coisas erradas com este planeta destruído, todos ansiamos por cura e justiça para a humanidade”, disse ele sobre o álbum.

Em um documentário sobre a criação deste novo trabalho, ele falou sobre as dificuldades que ocorreram em meio à pandemia e como isso o inspirou a fazer o disco. “Tantas pessoas em quarentena perderam seus empregos. Tantas pessoas não têm o privilégio de trabalhar. Eu quero fazer o meu melhor com esta oportunidade de criar coisas que irão inspirar e dar a eles uma visão e talvez uma perspectiva diferente também.”

A resposta foi essa nova coleção de músicas que começa com Martin Luther King Jr. entoando: “A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em qualquer lugar”.

O tom politizado logo se mescla a canções de amor, como por exemplo 2 Much, uma balada fofinha de amor seguida de um fundo de piano, e um pop claramente inspirado nos anos 80, como Die for You.

Falando nessa tendência oitentista, Bieber gostou de trazer elementos da década ao longo das faixas. Após seis músicas mais relaxadantes e melodiosas, o cantor se joga de vez na era disco, o que se perdura até quase o final da obra. Peaches recupera um pouco do R&B muito visto no álbum Changes.

Justice é um ótimo trabalho, muito melhor e mais coeso do que seu antecessor. Musicalmente, há muito mais pra gente aproveitar de um mix saudável do pop, incluindo os sintetizadores EDM de Ghost e uma explosão de diversão brilhante dos anos 80 em Hold On e Somebody.

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