Hugo Bonêmer fala sobre ser LGBTQ+ no Brasil nos dias de hoje: “Um ato político”

Hugo Bonêmer, de 33 anos, tem se destacado por inúmeros motivos nos últimos anos: além de levantar bandeiras importantíssimas, como a do orgulho LGBTQ+ e causas ambientais, ele tem atuado em várias frentes e mostrado diferentes versões de sua faceta como artista. Hugo acaba de completar três anos como um dos apresentadores do canal pago Like e, recentemente, emprestou sua voz para a animação brasileira Além da Lenda, com previsão de lançamento para outubro de 2021. 

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“Nunca pensei que minha vida se encaminharia pra apresentador e sou grato que, por conta disso, pude continuar trabalhando na pandemia, de casa, enquanto o mercado de dramaturgia teve que dar uma pausa”, conta ele, que também é ator e cantor, ao DOMÍNIO POP.

Foto: Oseias Barbosa

Bandeira LGBTQ+

Em 2018, Hugo falou pela primeira vez sobre ser homossexual em entrevista à um programa de TV. De lá pra cá ele levanta a pauta com constância em suas redes sociais e se tornou referência LGBTQ+ no Brasil. “Procuro me comunicar pelo afeto, procuro entender de onde vem tanto ódio todas às vezes que vejo crimes hediondos como a LGBTfobia”, conta ele. “Então, acho que temos que tentar ver o que se passa na cabeça de pessoas que cometem esse tipo de ação em nome de alguma coisa, seja crença ou criação, que acreditam ser a correta. Acho que dessa forma acabo ficando atento pra não me tornar a mesma coisa que crítico.”

Quando perguntado como ele se sente sendo uma referência, assim como outros grandes artistas, como Pabllo Vittar, ele se diz lisonjeado. “Me sinto grato de ser colocado como uma referência LGBTQIA+ ao lado de Pabllo na sua pergunta, porque a falta de referências mais novo me atrapalhou muito nas questões afetivas”, relembra.

Foto: Oseias Barbosa

Um ato político

Atualmente, o Brasil ocupa a infeliz posição de país que mais mata pessoas LGBTQ+ no mundo – só em 2020, 297 pessoas LGBTQ+ foram assassinadas. Sendo assim, resistir e se assumir como um membro da comunidade no nosso país é, para Hugo, um ato político.

“Contar publicamente não é uma obrigação de todos, porque há pessoas em situação de enorme risco físico, afetivo, financeiro, e cada caso é um caso. O que posso dizer é que contar pra todo mundo é diferente de contar só pra alguns amigos e quem dá esse passo experimenta uma paz tão grande, que parece que virou outra pessoa.”

Relação com o meio ambiente

Em seu perfil do Instagram, Bonêmer se declara como ativista socioambiental e deixa clara a sua forte relação com o veganismo. “O hábito entrou na minha vida há quatro anos, como uma forma de ter mais saúde, e virou um questionamento interno sobre as relações de poder. Se eu opto por não querer ter o poder de criar, matar e comer um ser vivo; eu quero que isso impacte outras áreas da minha vida, e as relações que tenho com as pessoas”, conta.

Segundo o artista, sua relação com o meio ambiente tem ficado mais afetuosa, de maneira que hoje ele se sente “mais parte do planeta do que antes”, quando se “sentia apenas um habitante dele”.

Dica para ser mais sustentável? Ele tem: “Seguir as contas em redes sociais que falam sobre o assunto e deixar que essa informação apareça na sua timeline no seu dia-a-dia… O resto fica por conta daquilo que a sua realidade te permite fazer agora.” Anotou?

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