Garotas surfistas contam como começar e se jogar no esporte

A clássica cena: os garotos vão para o mar surfar enquanto as meninas ficam na areia tomando sol, lendo um livro… Isso é passado! As mulheres estão cada vez mais dominando o mar e está sendo lindo de ver cada vez mais representantes do sexo feminino adeptas do surfe. Afinal, por que isso demorou tanto pra acontecer, né? 

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Em cima de uma prancha, mulheres não ficam devendo em nada para os homens, pelo contrário. Prova disso é a surfista Maya Gabeira que, recentemente, quebrou o recorde mundial ao surfar a maior onda do ano, de 22 metros de altura, na praia de Nazaré. Viu, só!? 

Se ainda falta um ânimo pra te incentivar de vez a ir pegar uma onda, se liga nas histórias dessas meninas abaixo. #partiudropar 

O início 

Para Agna Gonsalez, o surfe nasceu a partir da já cultivada paixão pelo mar, porém a insegurança acabou adiando a vontade de começar a pegar onda. “Lembro de querer aprender a surfar, mas na puberdade eu não gostava muito de ir na praia porque ficava com vergonha do meu corpo”, conta ela. 

Agna Gonsalez (Foto: Arquivo Pessoal)

“Quando tinha uns 15 anos um garoto estava vendendo a prancha dele muito barata (50 reais). Eu comprei e uma menina que eu tinha acabado de conhecer ia surfar também. Eu ia surfar com ela e me dei conta de quanto era difícil. Eu ia mais para me divertir e estar no mar do que para surfar. De fato, eu demorei muito pra ficar em pé na prancha.”

Para Stefani Gomes, a paixão nasceu em uma surtrip e ela se viu diante de superar uma série de desafios. “Primeiro acho que a timidez de entrar no mar sozinha, depois veio a parte física mesmo. Não estava acostumada a remar, não sabia passar por arrebentações, correntezas, nem me equilibrar direito na prancha.”

Stefani Gomes (Foto: Arquivo Pessoal)

Já Andreia Godoy conta que chegou a comprar uma prancha quando tinha 15 anos, porém acabou desistindo. A confiança e o real aprendizado só rolou há dois anos, quando ela conheceu um professor de surfe que é salva-vidas. 

Para pegar onda, além de estar acompanhadx de um profissional qualificado – essa dica é essencial, viu!? –  é preciso superar medos e ter coragem de ir para o mar. Segundo Deia, ter um professor ao seu lado foi mais do que essencial para deixar o medo de lado e aproveitar o esporte ao máximo. 

Andreia Godoy (Foto: Arquivo Pessoal)

O estilo de vida

Contato com a natureza, com o mar e a adoção de um estilo de vida saudável são os maiores benefícios contados por essas surfistas que conversamos. Para Agna, o surfe é muito mais do que apenas um esporte. “O surfista está sempre em contato com a natureza e por isso a preserva e respeita”, conta ela. “Eu conheci algo que eu me identifico e isso me torna mais saudável, forte e, com certeza, perseverante e persistente. Todos que quiserem serão surfistas se perseverarem e tiverem amor e respeito à natureza, em específico ao mar.” 

E os benefícios na saúde mental? Stefani que o diga. “Sinto que, como em qualquer esporte ou atividade física, minha disposição e humor ficam bem melhores depois de praticar surfe. Fora que acaba sendo um lifestyle, você acaba integrando o mundo do surfe nos seus gostos. Em roupas, decorações e até músicas.” 

Quero começar, e agora?

“Procure um professor legal que te anime, porque sozinha é muito perrengue”, dica Andrea. “O mar é perigoso, você precisa entender as condições dele, do vento… É bem impossível aprender sozinha, então a dica é ter um profissional de confiança e manter a constância.” 

“Para as meninas eu quero dizer: fiquem espertas quanto as regras de segurança (para não se machucarem e para não serem rabeadas por garotos escrotos que gostam de rabear garotas para se aparecerem)”, indica Agna. “Acreditem no progresso porque ele é real.”

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