Gabriella Di Grecco: a estrela mundial da Disney é do Brasil

Guarde esse nome: Gabriella Di Grecco.

A atriz de 30 anos é a estrela da Disney que você vai ouvir falar MUITO nos próximos meses. Protagonista da série Bia, Gabi já é conhecida em nada menos do que 40 países espalhados pela América Latina e Europa – e já conta com muitos fãs espalhados por esses lugares

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A trama da qual ela faz parte – que é gravada na Argentina e conta com atores de diferentes nacionalidades – também será a primeira atração latina a estrear no catálogo do Disney+ nos Estados Unidos. E para celebrar a chegada da plataforma de streaming no Brasil, ninguém melhor pra representar essa geração e ser a nossa star de novembro por aqui, né?

Muito além da Disney

Quem vê Gabriella arrasando nas telinhas da Disney não imagina como o currículo da estrela já é recheado. Ela fez dança na Broadway, em Nova York, estudou na escola mais tradicional de atuação dos Estados Unidos, a American Academy of Dramatic Arts, além de se jogar nos estudos da arte samurai no Japão, com o mestre Samurai Tetsuro Shimaguchi, treinador e coreógrafo do filme Kill Bill. Gente!

Como atriz, ela já passou pelo SBT, onde atuou em Cúmplices de um Resgate, mas foi na trama da Disney que a atriz ganhou uma legião de fãs latino-americanos fiéis, motivo pelo qual ela costuma se comunicar em espanhol em suas redes sociais.

Em 2020, ela lançou em seu canal no YouTube o projeto Tamo Junto, um programa onde recebe artistas, os convida para um bate papo e fazem música juntos. Em um dos episódios, ela fez uma releitura de Don’t Start Now, de Dua Lipa.

Ufa! Acho que já deu pra entender o poder dessa atriz que ainda tem muito o que mostrar pra gente. Leia o bate-papo completo com ela:

DOMÍNIO: Agora você é uma estrela internacional da Disney. O que isso significa pra você?
Gabriella Di Grecco: É provável que a minha percepção desse significado não seja o que a maioria das pessoas pensam ou esperam. É incrível estar na Disney. Isso é fato. É uma companhia que tem muito cuidado e critério com as coisas que faz, buscando sempre passar uma mensagem edificante, construtiva. Eu me identifico muito com isso. Ser uma porta voz desse tipo de mensagem é na verdade muito importante e feliz pra mim, pois conversa com o que eu quero passar pro mundo, com a função da minha arte aqui. Esse pra mim é o maior e mais importante significado de estar associada à Disney. 

Você sente algum tipo de mudança em como os seus fãs brasileiros e os seus fãs de fora te abordam nas redes sociais?
É lindo estar em contato com gente do mundo todo, porque você se dá conta de que o amor que eles sentem e manifestam é o mesmo. Na real, isso só me prova que o amor é o lugar onde não estamos separados. Mas, se eu tivesse que citar uma diferença dos brasileiros é a habilidade ímpar de fazer memes. Por favor, senhoras, continuem mandando! 

E como é trabalhar com atores de diferentes nacionalidades dentro do set?
É maravilhoso! Quero viver essa experiência outra vez o quanto antes! As diferentes nacionalidades/culturas se expressam de maneiras tão particulares que abre muito a cabeça sobre o mundo! A gente fica tão acostumado a tocar a nossa vida falando com as mesmas pessoas sobre as mesmas coisas e consumindo o mesmo tipo de conteúdo o tempo todo. Quando, de repente, você está num set, convivendo com gente da Colômbia, Argentina, México, Venezuela, Itália, Espanha, Equador, você não tem outra alternativa senão abrir a cabeça para o que é diferente. Vou citar um exemplo simples de como essa vivência nos afeta em muitos níveis: quando estávamos na pausa para o almoço, eu observava como meus colegas pediam pra passar o sal. Os argentinos pediam totalmente diferente dos colombianos, que pediam diferente dos mexicanos, etc. É impressionante como um simples gesto ou pedido pode vir tão carregado de vivência, cultura, intenção, expressão. Isso te faz crescer MUITO como ser humano e, consequentemente, como artista (porque essas expressões viram ferramentas pra manifestar na arte). E é claro que eu preciso fazer uma menção honrosa pro intercâmbio gastronômico! Provei de tudo: tequenhos, tacos, flautas, chocotorta, choripan, tiramisú, arepas, migas, etc. E botei o povo pra provar tapioca, pão de queijo, farofa… Até strogonoff eles comeram! Mas, definitivamente, quem venceu foi a tapioca! Toda vez que vinha pro Brasil eu levava pro pessoal!

Foto: Rafael Monteiro

Você acredita que sua presença no streaming da Disney pode te trazer uma nova base de fãs? 
Com certeza! O lindo das plataformas de streaming, diferente da televisão, é que a limitação geográfica é muito pequena. Recentemente, Bia entrou pro catálogo do Disney+ dos Estados Unidos e eu já notei uma galera falando comigo em inglês pelas redes! 

Falando nisso, o que você pode adiantar de seus projetos no Disney+?
Posso adiantar que Bia – Um Mundo do Avesso tá chegando e que ninguém tá preparado pra isso! Hahaha!

Qual série ou filme do streaming você indica pra gente assistir?
Além de Bia e do especial Bia – Um Mundo do Avesso eu recomendo The Mandalorian. Sou suspeita pra falar porque simplesmente AMO Star Wars, mas achei genial a companhia fazer uma série sobre o universo. E o mais legal é que você não precisa conhecer a saga de Star Wars pra assistir a série. Sem contar que fiquei muito impressionada com a qualidade de produção. Conseguiram trazer o visual e refinamento que a gente vê no cinema pra série. Não deve em nada! Achei genial!

Uma das coisas que a gente mais gosta sobre Bia é que é uma série que celebra o amor natural entre irmãs, e não uma paixão platônica. Qual é a mensagem que você tira disso?
A mensagem que eu tiro disso é que podemos olhar pras formas genuínas de amar, como acontece com essas irmãs. Vejo que além do amor fraternal e natural que elas têm, existe um amor muito incondicional por trás disso. Capaz de ver, cuidar, perdoar, olhar pra luz que existe no outro. Algumas relações de amor que estamos acostumados a ver estão baseadas na troca, na barganha. Acho bonito ver entre protagonistas um amor que só quer ser, só quer o bem e não quer nada em troca. Fico muito feliz de poder contar essa história e passar esse tipo de mensagem. 

Foto: Rafael Monteiro

Na sua opinião, de que forma podemos aplicar esses ensinamentos da série em um mundo que necessita de cada vez mais empatia?
Tem um trecho de uma das canções de Bia, a música Así Yo Soy, que diz “somos iguais e tão diferentes”. Essa parte da música resume muito bem, ao meu ver, a principal mensagem da série: apesar de termos diferentes formas de expressarmos, somos iguais na essência. Todo conflito vem da ideia de diferença (de expressão, pensamento, ideias, ideais, etc. a lista é infinita). Se fizéssemos o exercício de atravessar a diferença e olhar pra onde somos iguais (na vida, na vontade de ser feliz, amado, atendido, etc) faríamos um atalho muito importante e eficiente pra resolução dos problemas. As diferenças existem. Não dá pra negar isso, mas a gente não pode parar aí, precisamos olhar pra elas como ferramentas pra chegar mais próximo do que realmente importa: a vida que existe em mim é a mesma que existe em você. É aí que entra o amor sem barganha, empatia, compaixão, equidade, verdade nas relações.

Você também arrasa muito no teatro. Qual é a principal diferença entre os palcos e TV?
Adoro os dois ambientes. São duas plataformas muito ricas de expressar a verdade e contar uma história. No teatro, você tem o espaço do palco e uma plateia que está reagindo ao vivo à história contada. Então o seu trabalho de corpo e de contador de história tem que se adaptar a esse ambiente. Gosto muito de trocar com a energia da plateia e transformar isso no palco. Em comédia isso é muito comum. O ator vai sentindo o que funciona com a plateia e vai jogando na cena. Na TV, o espaço é a tela, então a nossa maneira de contar a história é mais próxima, íntima, explora outros detalhes. Tem um tempo muito particular que eu acho lindo. E a relação com o público, sobretudo nas redes sociais é muito bacana! Então a principal diferença, ao meu ver, é entender o que está sendo mostrado (tanto no palco quanto na tela) pra poder contar a história da maneira mais eficiente de acordo com a plataforma em que você está. Em ambos os lugares o que importa é uma coisa só: a verdade.

E a pandemia? O que você fez para manter a cabeça no lugar nesse período tão caótico?
Sabe aquele filme Comer, Rezar e Amar? Foi isso o que aconteceu (e segue acontecendo comigo haha!). Esse ano o mundo parou, o que é uma coisa surreal se a gente tentasse imaginar essa situação anos atrás. Eu vinha no ritmo do mundo. E quando ele parou, eu vi que não tem o menor sentido você dirigir a sua vida segundo os pensamentos do mundo. Isso pra mim foi tão forte que eu vi como um chamado para rever todas as minhas ideias e conceitos que eu tinha sobre a vida, relacionamentos e até eu mesma. Foi a melhor coisa que eu pude fazer por mim e pelas pessoas que estão ao meu redor. Inclusive recomendo fazer esse exercício: A quem você está servindo? A quem você realmente é ou ao mundo?

Quais são os seus planos pra depois que tudo isso passar?
A música e a conexão com as pessoas têm me chamado. Sinto que toda essa experiência na Disney esse ano, entre outras vivências, estão me chamando pra isso. Então tenho focado em compor, criar e buscar maneiras de me conectar com as pessoas. Eu gosto muito de fluir com o que eu sinto que está sendo pedido pra mim. Então ainda não tenho datas pra realização dessas coisas. Mas elas estão vindo pro mundo no fim desse ano e no ano que vem.

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