“Estamos em um momento de transição do estereótipo da mulher considerada padrão”, diz Kaique Oliveira, estilista das famosas

“O look é estiloso, ou ela só é magra?”. Esse discurso totalmente errado que é muito dito na internet acabou levantando algumas questões com relação aos padrões que consumimos durante décadas, ignorando completamente a diversidade de corpos – ainda mais em um país como o Brasil. Mas este cenário está mudando graças a uma nova geração de estilistas que vêm trazendo diferentes propostas de uma moda inclusiva, para que haja representatividade e se quebre este padrão atual.

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É o caso de Kaique Oliveira, fundador da marca Kaoli, que se destaca de maneira promissora e vem se destacando entre celebridades – ele é responsável pelos looks de Carla Diaz, Thelminha e Gleici Damasceno, por exemplo.

Entre as mais conhecidas criações, o estilista fala de como foi desenhar algo para Jojo Toddynho, e como isso tem um impacto positivo no seu trabalho, e para a sociedade em geral.

“Foi uma experiência linda, quebrando vários paradigmas inclusive para o meu público. São tantas regras, não pode ser justo não pode ter decote, tanto ‘não pode’, quando na verdade ela só precisa se sentir linda com o que veste independente da modelagem, e com muita honra eu consegui este feito”, conta ele.

“Estamos em um momento de transição do estereótipo da mulher considerada de forma errada ’padrão’, isso ainda está enraizada na nossa sociedade e principalmente no olhar das pessoas. Hoje há um movimento constante para quebrar essa visão, e não tenho dúvidas que mesmo ainda sendo uma sociedade em reconstrução, o mercado vem dando mais visibilidade não só ao plus size, mas também a outros pontos necessários e urgentes quando falamos de diversidade.”

O design de moda finaliza explicando o impacto que o auto entendimento e auto aceitação trará para o mercado da moda.

Kaique Oliveira (Foto: Divulgação)

“Considero um ato da liberdade muito lindo, as mulheres que aceitam suas perfeitas imperfeições e compreendem que sua beleza é única. Acredito que tudo isso está muito ligado a liberdade, e aceitação, principalmente no universo feminino onde há uma cobrança muito maior. Quando a sociedade aceitar que a beleza da mulher não está na etiqueta da roupa que ela veste, será a moda que terá que se adequar ao público e não o público sofrer para seguir o padrão.”

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