Demi Lovato narra jornada do inferno ao céu no álbum “Dancing With the Devil: The Art of Starting Over”

Em 2018, uma overdose quase tirou a vida de Demi Lovato. A cantora estava no auge da turnê Tell Me You Love Me quando se viu diante de um episódio que, por pouco, não foi fatal. Depois disso, ela se afastou da mídia por quase dois anos e começou a fazer pequenas aparições em 2020. Agora, ela finalmente está pronta pra contar tudo o que aconteceu naquela noite no disco mais pessoal e profundo de sua carreira, Dancing with the Devil: The Art of Starting Over.

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O álbum pegou tudo de mais pesado que aconteceu na vida pessoal de Demi nos últimos anos e o transformou em 19 faixas incrivelmente poderosas musicalmente. Enquanto a maioria dos álbuns pop são supostamente “confessionais” e levemente reveladores, o sétimo disco de Lovato realmente vai fundo. O seu trio inicial de músicas surpreendentemente sinceras chamadas de um “prelúdio” já escancara a realidade sombria que assombrava a vida da artista nos últimos anos. Anyone é um claro grito por ajuda, enquanto Dancing with the Devil aborda o seu vício em drogas de maneira explícita. “É só uma pequena linha branca, vou ficar bem”, canta ela.

O clipe dessa música, inclusive, mostra com detalhes a noite que quase tirou a vida da cantora.

Em ICU (Madison’s Lullabye), ela fala como seu vício em drogas arruinou a relação que tinha com sua irmã mais nova. Na quarta faixa, Intro, Demi nos apresenta para uma nova fase de sua vida. “Eu perguntei se alguém me ouvia enquanto eu dançava com o diabo, e por causa disso eu estava cega e agora enxergo”. Assim, ela dá abertura para uma jornada de auto descoberta que se desenrola ao longo do álbum.

O novo trabalho de Demi traz o mais puro pop que ela sabe fazer com maestria, porém com uma pitada folk inédita em sua carreira – e que caiu muito bem. You Don’t Look At Me e California Sober são exemplos do que estou falando. Em Met Him Last Night, parceria com Ariana Grande, Lovato se joga em um electro pop sombrio, enquanto mostra os seus potenciais vocais maravilhosos em Easy, parceria com Noah Cyrus.

Embora seja um álbum bem pesado, vemos alguns momentos de leveza em músicas como My Girlfriends Are My Boyfriends, um R&B com potencial de hit, e The Kind of Lover I Am, um funky que me lembrou bastante Watermelon Sugar, do Harry Styles.

A cantora também aproveita para alfinetar o ex-noivo, Max Ehrich, o acusando de ter se aproveitado dela. Em 15 Minutes, ela relata o momento em que descobre que Max só queria sua fama, e cita de forma sarcástica o dia em que ele passou a tarde em Malibu, em Los Angeles, rezando e chorando para os paparazzis que lá estavam.

Dancing with the Devil: The Art of Starting Over é um exemplo da evolução musical de Demi. Poderoso, proposital e intransigente. A cantora cansou de fingir e fugir de sua própria história – e isso realmente combina com ela. Os fãs claramente ficarão orgulhosos ao ver a artista transformar um momento tão sombrio em arte.

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