Coronavírus: será que já é seguro retornar a malhar em academias?


Desde o dia 13 de Julho, a cidade de São Paulo autorizou a reabertura de academias, após meses fechadas por conta da pandemia do novo coronavírus. Entretanto, os estabelecimentos devem seguir algumas medidas de segurança. Entre elas, está a redução dos usuários para 30% da capacidade, o tempo de funcionamento reduzido para 6 horas diárias e a obrigatoriedade de higienização ao menos 3 vezes ao dia – além de, é claro, o uso de máscaras durante o tempo todo que você ficar no estabelecimento.

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O doutor Renato Grinbaum, infectologista e docente de Medicina da Universidade Cidade de S. Paulo (Unicid), apontou que o cuidado não depende somente dos estabelecimentos. “Os próprios usuários devem higienizar aparelhos antes e/ou após o uso”, disse o profissional.

Risco de alto contágio

De acordo com uma tabela divulgada por médicos norte-americanos em julho de 2020, academias estão na zona vermelha de alto risco de contágio. Grinbaum disse que suor não contém coronavírus, mas ele explicou que a respiração ofegante durante a prática de exercícios físicos é um dos principais fatores que colocam as academias como ambientes de alto risco. Por isso, o arejamento e distanciamento são essenciais entre os usuários.

Com medo de contágio, mas preocupadas com a falta de exercícios físicos, muitas pessoas estão optando por se exercitarem em academias ao ar livre, como em praças e parques. Entretanto, apesar da ventilação diminuir os riscos, os cuidados de higiene e distanciamentos devem ser os mesmos.

A reabertura cautelosa é importante para que os resultados possam ser analisados. A redução do funcionamento para apenas 6 horas também é uma medida que deve ser seguida rigorosamente. “É importante observar o impacto desta flexibilização”, disse o Dr. Grinbaum.

Foto: Canva

Retorno tranquilo

A jornalista Alessandra Refahi voltou a frequentar a academia na semana passada. Ela contou que o estabelecimento está seguindo todas as regras e que os usuários também estão tomando os cuidados necessários. “Pra mim está sendo bem tranquilo, não vi nenhum problema e não me senti desconfortável”, disse Refahi, que malha em um estabelecimento na zona norte de São Paulo.

Através de um aplicativo de celular, o cliente deve agendar um horário com 12 horas de antecedência e deve permanecer na academia até, no máximo, 40 minutos. Além disso, estão permitidas somente atividades de musculação. Aulas em grupo ainda não foram retomadas.

Para a jornalista, a prática de exercícios físicos estava fazendo bastante falta em sua rotina. Ela contou que, no começo, fez atividade durate dois meses em casa, mas depois não conseguiu seguir. “Quando eu soube que iria abrir, fiquei bem animada, porque eu sempre pratiquei. Gosto bastante de ir para academia, mais pela saúde”, disse Refahi.

O Dr. Grinbaum também destaca a importância de cuidar do corpo, mas reforça que atividade física não desenvolve anticorpos para o coronavírus. “Não vamos transformar nosso cuidado e nosso lazer em doença para nós ou para aqueles com quem convivemos”, disse o Doutor.

A mensagem é a mesma para todos. Você tendo voltado ou não para a academia, proteção é prioridade e precisamos aos poucos ir nos adaptando à esse “novo normal”.

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