Coronavírus: as líderes mulheres que estão se destacando no combate à pandemia

Fotos: Instagram

No meio da pandemia do coronavírus, a Alemanha alcançou o posto de país com o maior número de testes na população em toda a Europa – cerca de 350 mil testagens por semana. A iniciativa ajudou a identificar os doentes e isolá-los, controlando o avanço do vírus no país.

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Na Nova Zelândia, a quarentena obrigatória foi imposta no país antes dos casos explodirem por lá, além de interromperem as atividades turísticas logo no início da crise. Resultado: apenas 9 mortes registradas por conta da covid-19.

Esses países conseguiram conter a pandemia por meio de intervenção científica precoce. Eles implementaram testes generalizados, acesso fácil a tratamento médico de qualidade, rastreamento agressivo de possíveis doentes e restrições severas em aglomerações e reuniões sociais.

Apesar dos dois países terem localizações geográficas bem diferentes, os dois têm uma coisa em comum: são liderados por mulheres. Abaixo, a gente lista pra você quatro grandes líderes mulheres que estão sendo muito bem sucedidas no combate à covid-19.

Angela Merkel – Alemanha

A Alemanha, um país com 83 milhões de habitantes, teve mais de 132 mil infectados pelo novo coronavírus, porém com pouco mais de 5 mil mortes e mais de 95 mil recuperados. Mas o que explica essa taxa de mortalidade tão baixa quando comparada com outros países da Europa?

A Alemanha possui o maior número de leitos de terapia intensiva e o maior programa de testes de coronavírus da Europa. “Talvez nossa maior força na Alemanha seja a tomada racional de decisões no mais alto nível do governo, combinada com a confiança que o governo desfruta na população”, disse Hans-Georg Kräusslich, chefe de virologia do Hospital Universitário de Heidelberg ao New York Times.

Jacinda Ardern – Nova Zelândia

A primeira-ministra da Nova Zelândia Jacinda Ardern fechou as fronteiras da Nova Zelândia a visitantes estrangeiros em 19 de março, muito antes dos casos de coronavírus explodirem no país. Além disso, ela anunciou um bloqueio de quatro semanas na Nova Zelândia, exigindo que todos os trabalhadores não essenciais ficassem em casa, podendo sair apenas para compras de supermercado ou exercícios nas proximidades.

O país também intensificou o número de testes e identificou 1300 casos, com apenas 9 mortes.

A Nova Zelândia só está na metade de sua quarentena obrigatória e, segundo Ardern, ela não terminará tão cedo.

Sanna Marin – Finlândia

Em dezembro, quando Sanna Marin ocupou o cargo de primeira-ministra da Finlândia, com apenas 34 anos, ela não imaginava que iria se deparar com uma pandemia em seu caminho – e tem dado um grande exemplo no combate à ela.

Além de adotar medidas como testes em massa e quarentena, Marin contou com a ajuda de influencers famosos no país para a disseminação de informações verdadeiras sobre o coronavírus. O trabalho foi uma parceria da Finnish Media Pool, agência que integra um órgão de segurança do país, e a PING Helsinki, consultora de influencers. Esses profissionais das redes sociais foram colocados no patamar de “operadores de crise”, mesma classificação dada a médicos, motoristas de ônibus e funcionários de supermercados.

Resultado: apenas 59 mortes em país de mais de 5,5 milhões de pessoas.

Além disso, a Finlândia tem o hábito de estocar suprimentos como grãos, alimentos e remédios desde a Segunda Guerra Mundial, o que fez que a escassez de máscaras que afeta o mundo todo não afetasse o país.

Katrin Jakobsdottir – Islândia

A primeira-ministra da Islândia Katrin Jakobsdottir agiu precocemente para identificar e isolar os contaminados assintomáticos de coronavírus.

Além disso, ela iniciou um projeto para traçar contatos sociais e usar a polícia para se comunicar com quem testa positivo para a covid-19, o que resultou em uma testagem de 10% da população e controlou o vírus mais rápido.

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