Brasil alcança a trágica marca de 500 mil óbitos por covid-19

Meio milhão de vidas perdidas. Em 459 dias de pandemia no Brasil, este é o saldo trágico que a covid-19 deixou por aqui graças a uma sequência de erros, discursos negacionistas e recusas de compra de vacinas.

Leia também:

Segundo o G1, a marca de 100 mil óbitos foi alcançada em 149 dias. Dos 100 para 200 mil foram mais 152 dias. Dos 200 para os 300 foram necessários apenas 76 dias, ou seja, pouco mais de 2 meses. A doença acelerou e o número passou dos 300 para os 400 mil em 36 dias. A última centena foi alcançada em 51 dias, o que mostra que o ritmo continua acelerado – mais de 2 mil pessoas morrem todos os dias por coronavírus em nosso país.

Em números totais, o Brasil perde apenas dos Estados Unidos, que já têm 601 mil mortes. A Índia ocupa a terceira posição com quase 390 mil óbitos registrados desde o começo da pandemia.

Sequência de erros

Certamente, a maneira desastrosa de como o governo de Jair Bolsonaro conduziu a pandemia ajuda a explicar o número absurdo de óbitos. O presidente minimizou a doença desde o início, chamando a covid-19 de “gripezinha”. “O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Devemos, sim, voltar à normalidade”, disse ele em discurso, indo contra medidas sanitárias de distanciamento seguidas no mundo inteiro.

Bolsonaro também recusou vacinas. É sabido que ele ignorou mais de 50 propostas da Pfizer, além de rejeitar uma proposta do Instituto Butantan que previa a entrega de mais de 45 milhões de doses da Coronavac ainda em dezembro de 2020. “Da China nós não compraremos. É decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população pela sua origem. Esse é o pensamento nosso”, disse o presidente em outubro de 2020.

Durante as fases de testes da Coronavac no Brasil um voluntário que havia recebido o imunizante morreu por suicídio, o que foi celebrado pelo presidente. “Esta é a vacina que o Doria queria obrigar todos os paulistanos a tomá-la. O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, escreveu Bolsonaro no Facebook.

Recentemente, o presidente chegou a questionar o uso de máscara, querenso desobrigar o uso do acessório – essencial no combate à pandemia – por pessoas vacinadas ou que já se contaminaram com o vírus. Vale lembrar que o coronavírus pode infectar mais de uma vez e que, para deixar de lado o uso de máscara, é preciso que mais de 70% da população esteja vacinada. Atualmente, apenas 11% dos brasileiros receberam as duas doses do imunizante.

O DOMÍNIO POP se solidariza com as famílias que perderam entes queridos desde o começo da pandemia para uma doença QUE JÁ TEM VACINA!

Comments

comments

Leave a Reply
Your email address will not be published. *

Click on the background to close