“BBB”: relembre os debates mais importantes levantados no reality

É fato que ao longo de suas edições o Big Brother Brasil foi uma plataforma usada para dar voz para causas importantíssimas – algo muito além das provas do líder ou paredões bapho. Discussões que envolvem feminismo, racismo, intolerância religiosa, entre outras já foram vistas sendo levantadas entre os participantes. Com a vigésima primeira edição marcada para começar no próximo dia 25 de janeiro, a gente já começa a imaginar quais debates poderiam ser trazidos à tona.

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Enquanto a nova edição não estreia, a gente aproveita para relembrar quais foram as principais causas já defendidas e debates levantados nas edições anteriores do BBB. Vem ver:

Sororidade

Em 2020, Manu Gavassi disse que votaria em Felipe Prior em um dos paredões por uma questão de sororidade. Termo desconhecido por muitos, a fala da participante fez com que as buscas no google pelo significado da palavra aumentassem mais de 200%. O conceito é essencial no movimento feminista para estimular o apoio entre as mulheres.

Também na mesma edição, as mulheres da casa se uniram contra o comportamento machista do grupo composto por Hadson, Prior e Lucas e eliminaram um por um nos paredões.

Em muitas votações, as meninas justificavam seus votos no confessionário por uma questão de “proteger outras mulheres”.

Racismo

No BBB de 2019, Paula, a vencedora daquela edição, disparou uma série de declarações racistas ao longo do programa. Em uma ocasião, ela disse que o cabelo de Elana era “ruim”, o que foi rebatido logo em seguida por Gabi, que disse que “ruim” era o preconceito dela.

A mineira ainda deu declarações sobre o sistema de cotas, dizendo que aquilo era “uma forma de racismo do estado” e se disse surpresa ao descobrir que o autor de um assassinato era branco, e não negro.

Paula também foi indiciada pela Polícia do Rio por intolerância religiosa. Ela teria praticado um crime contra Rodrigo quando disse ter “medo” dele. “Ele mexe com esses trecos. Ele sabe cada Oxum deles lá. Nosso Deus é maior”, disse.

Em 2020, Ivy deu algumas declarações com cunho racista. Em uma conversa com Marcela, ela chegou a falar sobre racismo reverso e disse que não gostava quando pessoas “desfaziam” quem tem o tom de pele mais claro.

Marcela respondeu dizendo que o termo “racismo reverso” não existia. “Não é a mesma coisa. Não existe racismo contra branco. A gente sempre foi privilegiado e sempre vai ser”, disse a médica.

O pente usado por Babu em 2020 também virou pauta. O ex-brother explicou que tratava-se de um acessório de “libertação do povo black.” “Antigamente você não podia ter cabelo comprido que era ligado à sujeira, a alguma coisa feia ou subversiva. Quando você pega o pente e abre o black, o black é a coroa, e o pente é a libertação”, disse o ator em conversa com Rafa Kalimann.

Violência contra a mulher

No BBB 17, o médico Marcos Harter foi expulso do programa depois de uma discussão acalorada com Emily Araújo, namorada do ex-brother no programa. A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito para investigar uma possível lesão corporal na ex-sister dentro da casa.

Essa passagem rendeu uma forte discussão aqui fora sobre violência contra a mulher e relacionamentos abusivos.

Estupro

Em 2012, o relacionamento entre Daniel Echaniz e Monique Amim virou caso de polícia. Em uma noite pós-festa, o ex-brother foi para debaixo do edredom com a namorada, que estava bêbada e desacordada. Alguns movimentos sugeriram que ele teve relações sexuais sem o consentimento da ex-sister.

Ambos chegaram a dar depoimentos a polícia e negaram qualquer tipo de contato sexual naquele dia.

Representatividade LGBTQ+

Em 2010, o BBB formou o grupo “colorido”, ao unir Dicesar, Serginho e Angélica Morango, sendo a edição do reality que mais teve representantes LGBTQ+ no elenco.

Em 2011, o BBB contou com sua primeira sister transgênero: Ariadna Arantes que, infelizmente, acabou sendo eliminada logo na primeira semana de programa.

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