As mil e uma facetas de Isabella Santoni

É atriz, empresária e ainda tem tempo de arrasar no surfe: Isabella Santoni, de 25 anos, tem descoberto novas facetas de sua carreira desde que fez um processo de autoconhecimento, há dois anos. Desse momento, nasceu uma maior aceitação de suas vulnerabilidades e uma nova visão de negócio que ganhou vida em novembro de 2020. Trata-se da NIA, marca de beachwear focada em romper padrões e acolher todos os tipos de mulheres. Um projeto mais do que lindo.

“A pandemia fez muito a gente olhar pra dentro, né? Entendemos o que realmente é importante pra gente, o que realmente damos valor. E a mensagem que a NIA quer passar enquanto marca é essa energia do acolhimento e sobre romper padrões, não só estéticos, mas os internos, de comportamento e hábitos. A proposta é fazer um convite para que as mulheres se conheçam cada vez mais”, conta Bella em um papo super leve, assim como ela, ao DOMÍNIO.

A NIA, inclusive, lança nesta segunda, 8, a coleção Parte de Mim, em que celebra mulheres reais e que inspiram a todos nós. Para a divulgação da campanha, mulheres exibem partes de seus corpos que mais as definem traduzidas em fotos clicadas por Larissa Marques. “É um projeto que traduz bastante a mensagem da marca”, conta Isabella.

Pra gente, Bella – sim, a gente já tá miga dessa querida! – relembra sua época de Malhação, projetos futuros na Amazon Prime e detalha sua relação com o surfe. Vem ver:

DOMÍNIO: Queria começar te perguntando sobre Malhação. Como é se rever na TV depois de tanto tempo?
Isabella: É difícil escolher só uma palavra. O que acontece é uma mistura de sentimentos. Passa um filme na cabeça de tudo, e não só do período de Malhação. Me lembro de tudo o que eu passei pra chegar até esse papel e tudo o que aconteceu depois, né? É um filme que passa, mas um muito feliz. Eu fico muito orgulhosa de tudo o que aconteceu e de todas minhas conquistas. Rever me traz uma memória de um período que eu era mais inexperiente, tudo era novidade… É muito bom reassistir. 

Qual é a maior lembrança que você tem dessa época com a galera do elenco? 
Nossa, a gente não se desgrudava. A gente realmente era uma família. Eram muitas horas de filmagens, de segunda à sábado o dia inteiro. A gente era muito jovem e muito amigos, então sempre rolava festinha, social, reuniões além das gravações. Dá uma saudade imensa dessa época. 

E você ainda tem contato com o elenco?
Tenho contato com muita gente. Tenho mais amizade com a Maria Joana, que fazia a Nat e mora perto da minha casa, a Ana Rios, o Guilherme Hamacek, que namora uma grande amiga minha da faculdade, a Bruna Hamu, Jennifer Nascimento, Gabi Lopes… A Gabi é minha irmã, sabe!? São pessoas que continuam fazendo parte do meu dia a dia e da minha vida. 

O que você acha que mudou da Isabella daquela época pra Isabella de hoje?
Rolou um amadurecimento. Eu comecei a entender mais sobre as minhas vulnerabilidades. Naquela época eu tinha 18 anos e é uma idade que a gente acha que sabe tudo, né? O tempo e a maturidade me ensinou muita coisa e aprendi a lidar melhor comigo mesma.

Quais características da Karina mais têm a ver com você?
A Karina é muito persistente e dá tudo de si para o que ela quer. Ela tinha um sonho e foi atrás, enfrentou as pessoas, tudo pra realizar o que ela queria. Então eu acho que essa persistência, essa vontade fazer as coisas acontecerem e realizá-las nós temos muito em comum. E eu também tenho o meu lado esquentadinha. Como eu estou sempre na praia, as pessoas acham que eu sou uma calmaria. Aos 18 anos eu era mais explosiva, como a Karina. 

O casal #Perina foi o maior hit dessa temporada? A que você deve esse sucesso da dupla?
Os autores fizeram essa temporada de Malhação inspirada em A Megera Domada, de Shakespeare, então é aquele casal clássico Catarina e Petruchio. Eu e o Rafa [Vitti, ator que contracenava com Isabella] nos encaixamos muito bem nesses personagens, sabe? Ele tem uma energia mais leve, eu tenho uma energia mais bruta, parece gato e rato. Esses atritos atraem muito o público. 

Você tem uma relação muito próxima com o surfe. Como nasceu essa paixão?
Sempre foi um sonho. Eu tinha muita vontade de surfar, mas eu cresci em Nova Iguaçu, baixada do Rio que é longe da praia, então eu não vivia perto do mar. Quando eu tinha entre 16 e 17 anos, comecei a estudar teatro e trabalhar como modelo e mudei pra zona sul da cidade. Naquela época eu morava perto do mar, mas não tinha tempo e nem oportunidade de surfar. Em 2017, quando surgiu um período em que eu não estava fazendo novela, tive a oportunidade de eu me dedicar mais a esse esporte. E foi na mesma época em que conheci o Caio [Vaz, surfista profissional e namorado de Isabella]. Muita gente acha que eu comecei a surfar por conta dele. Mas, na verdade, eu comecei a surfar e atraí ele pra minha vida. E agora, namorando um surfista, eu tenho um incentivo diário dentro da minha casa. Acho que o surfe é um esporte que conecta muito a gente com o momento presente, sabe? Eu devo muito do meu amadurecimento ao esporte. Eu gosto de estar mais tranquila, em sintonia com a natureza… Fora que o mar cada dia está de um jeito, né? Então isso te ensina muito a saber esperar o momento certo. 

Você acredita que sua relação tão próxima com o mar tenha a ajudado de alguma maneira a lidar com os desafios da pandemia?
Sim, claro. O surfe me ensina muito a ter paciência e esperar pelas coisas no momento certo. É algo que precisamos exercitar bastante nesse momento de pandemia. 

Falando nisso, o que você tem feito para manter a cabeça no lugar nesses tempos tão caóticos? 
Eu tive muitos períodos nessa pandemia. Teve uma época que eu fazia muito alongamento, também estudei bastante sobre inteligência emocional e lidar com meus sentimentos. Acho que a pandemia tornou tudo muito intenso. Agora, como estou morando pertinho da praia, estou criando o hábito de todo dia cedinho descer e dar um mergulho de “bom dia”. Aprendi a dar valor pra uma coisa que eu já fazia, mas agora se tornou mais frequente na minha vida. 

Recentemente você fundou a NIA. Como nasceu essa veia empreendedora em você?
A criação da NIA está muito ligada ao meu processo de autoconhecimento e maturidade. Há três anos, quando eu dei esse primeiro passo para me conhecer melhor, a NIA já começou a nascer, mas eu não sabia ainda que era a NIA, sabe? Há um ano e meio foi quando eu tomei a decisão que eu queria ter uma marca e comecei a me preparar pra abrir uma. Ela nasceu em novembro de 2020, mas a ideia dela já vem de algum tempo. A NIA é sobre isso, sobre processo, sobre a gente descobrir qual é a beleza real. A pandemia fez muito a gente olhar pra dentro, né? Entendemos o que realmente é importante pra gente, o que realmente damos valor. E a mensagem que a NIA quer passar enquanto marca é essa energia do acolhimento e sobre romper padrões, não só estéticos, mas os internos, de comportamento e hábitos. A proposta é fazer um convite para que as mulheres se conheçam cada vez mais. 

Como você tem conciliado sua carreira de atriz e empresária?
Nesse momento a minha carreira como atriz está mais tranquila. Eu estou com dois projetos que estão em stand by, então não estou trabalhando no meu ofício. Enquanto não volto pro estúdio – que, aliás, estou morrendo de saudades, eu aproveito para me dedicar à minha marca, pra que ela anda independente de mim. Eu estou preparando minha equipe pra quando eu estiver nesse momento dentro de um set, sem poder responder mensagem, que eles estejam resolvendo tudo. Acho que é isso: momento de atuar é momento de atuar, momento de ser empresária é o momento de ser empresária. Tenho que saber fechar portas e abrir outras.

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