Alline Azevedo, dançarina de Anitta, revela maior lição que aprendeu com cantora: “ter uma garra que inspira outras pessoas”

Com a suspensão de shows por conta da pandemia do coronavírus, Alline Azevedo, dançarina de Anitta, tem outros planos na manga: no próximo mês, ela fará um workshop de dança com todo o time do balé da cantora no Rio de Janeiro.

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‘’Serão 3 dias, cada dia com 3 ou 4 aulas”, adiantou ela para o DOMÍNIO. “Todo o balé estará presente, os 10 bailarinos, sendo cada professor com a sua modalidade com 1h de aula cada um, mas as vezes a gente se empolga e ultrapassa o tempo”.

A artista conta que está se preparando muito para o dia. “Vou todos os dias para fazer a aula dos outros professores e matar as saudades também. Mas não precisamos de ensaio em grupo, já que cada um leciona seu próprio conteúdo de aula. Por enquanto só acontecerá no Rio, por toda essa questão do contágio do COVID, então vamos dar um passo de cada vez”, conta ela.

Ela acrescenta falando sobre suas expectativas e diz que os professores estão ali não só por serem dançarinos da Anitta, mas por terem conhecimento e experiências para contar. “Em outras épocas eu iria querer a sala lotada com gente saindo pela janela”, lamenta Alline. “Eu amo uma bagunça, mas temos que respeitar as regras, então o número de vagas vai ser limitada. Esse tipo de workshop é uma troca de energia e de conhecimento muito intensa, ainda mais pelo número de professores, então eu espero que os alunos estejam 100% entregues. Tirar um pouco aquele peso de ‘ah, são os bailarinos da Anitta’ e ver o professor que está ali para ensinar, pra passar conhecimento e um pouco da experiência dele.”

O início da carreira

Alline tem uma história muito curiosa com a dança. Ela largou a carreira como perita criminal e a faculdade de biomedicina para se jogar no balé de Anitta, lá no começo da carreira da poderosa. “O destino se encarregou disso, os shows foram ficando cada vez mais constantes e meu tempo de estudar cada vez mais curto”, lembra ela.

“Já cheguei a estudar em camarim e a ir para a faculdade com cílios postiços, glitter e a mala de show mas o rendimento não era o mesmo, o corpo já estava exausto meu cérebro não absorvia mais nada. Resolvi colocar apenas uma matéria na grade na terça-feira, um dia improvável de show, mas foi fechado, na época, de fazermos uma casa de show em São Paulo – todas as terças durante um mês inteiro. Por fim, foi fácil escolher!”

O trabalho com Anitta

Como a gente imagina, trabalhar como uma artista como Anitta deve aumentar e muito a nossa bagagem de conhecimento – e Alline concorda ao enumerar as principais lições que absorveu e ainda colhe desse período.

“Primeiro aprendi a ter muita garra, uma garra visceral, que é tão forte que inspira outras pessoas. Acreditar que você pode! Segundo, a pensar e não agir por impulso ou emoção, a ser inteligente. E terceiro: o quão e importante, nós que trabalhamos com arte e entretenimento e vivemos na estrada, precisamos ter uma conexão forte com a família e os amigos, cada momento com eles é muito valioso.”

E, é claro, uma rotina corrida de fazer shows pelo Brasil acaba rendendo alguns “perrengues”. “Chegar em cima da hora porque um voo atrasou ou aconteceu alguma coisa com o ônibus – aí não dá tempo de comer e tem que se arrumar dentro da van… Pensa: fazer maquiagem, trocar dentro de roupa com a van em movimento e com a equipe dentro! Perrengue assim acontecia direto.”

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