A polarização política tende a voltar mais intensa; estamos preparados?

A menos de 2 anos das próximas eleições presidenciais, o que não falta são boatos sobre os possíveis candidatos. Já houve especulações sobre a re-candidatura de figuras como Manuela d’Ávila e Ciro Gomes e o surgimento de novos nomes, como ex-juiz Sérgio Moro, o governador de São Paulo João Dória e até mesmo o apresentador de televisão Luciano Huck.

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Entretanto, no meio de tantos boatos, temos duas candidaturas certas (e perigosas) para as eleições de 2022: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual presidente Jair Bolsonaro. Os dois nomes, apesar de terem ideias completamente opostas, convergem ao praticar a política de massas, isto é, se aproximam do povo para exercer um poder autoritário, o qual não é percebido.

 Com suas estratégias de popularidade, Lula e Bolsonaro tendem a sair na frente da corrida presidencial. Assim, o Brasil se vê com duas opções: um acusado de corrupção e um acusado de genocídio.

Eu, assim como muitos outros jovens, cresceram em famílias onde o antipetismo foi (e ainda é) extremamente forte. Essa onda foi tão intensa a ponto de eleger Jair Bolsonaro, um deputado (na época), cuja única ação política era causar revoltas com falas misóginas e racistas. Entretanto, quando achamos que seu caráter não poderia piorar, nos deparamos com sua péssima gestão da pandemia.

Ouso, sim, dizer que o negacionismo de Jair Bolsonaro carrega boa parte da culpa dos quase 300.000 mortos pela COVID-19 no Brasil. Apesar da crise humanitária e econômica que o país está vivendo, 30% da população ainda apoia o governo Bolsonaro e 24% o consideram regular.

Infelizmente, o país tende a se polarizar cada vez mais nos próximos meses. As discussões familiares e a ruptura de amizades que presenciamos durante as últimas eleições irão retornar ainda mais intensas. Durante uma conversa com uma amiga na semana passada, ela me disse: “Se ficar Lula e Bolsonaro, para que país você se muda?”. E a realidade é essa: o povo brasileiro precisa parar de seguir figuras manipuladoras, sejam elas de esquerda ou direita.

Esse é um texto opinativo e as reflexões propostas aqui não necessariamente refletem o posicionamento do DOMÍNIO.

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