A diversidade finalmente chegou às passarelas das semanas de moda

2017 tem sido um grande ano para a diversidade no mundo da moda. Depois de uma discussão intensa nas últimas temporadas sobre a ausência de modelos negros ou curvilíneos nas passarelas, a New York Fashion Week, uma das semanas de moda mais badaladas do mundo, contou com pelo menos um modelo negro em cada desfile. Pode parece um número pequeno, mas é um fato pra gente celebrar, já que essa é a primeira vez que isso acontece. “Atrair e promover grandes talentos e, ao mesmo tempo, celebrar a diversidade étnica, sexual, de gênero e de idade é nossa missão”, declarou Marco Bizarri, CEO da Gucci.

Campanha de biquíni foca em diversidade e mostra mulheres com diferentes corpos e idades

Em entrevista ao WWD, o estilista Prabal Gurung também pontuou que espera que os profissionais da moda acrescentem uma maior diversidade nas passarelas em no mínimo três anos e que fatos como o que aconteceram em Nova York sejam cada vez mais corriqueiros. “Eu acho importante, como designers, falarmos verdadeiramente com as mulheres norte-americanas. A sua essência e inteligência valida a minha existência, e eu queria devolver o favor”, disse.

Ele ainda revelou que pretende acrescentar cada vez mais mulheres curvilíneas em sua passarela, e que espera que esse ato ajude outros marcas a fazerem o mesmo. “Eu espero que os designers europeus se inspirem com isso. Eu quero garantir a conversa sobre diversidade na moda. Você não pode ter o sucesso de um grupo minoritário sem o sucesso de outros também. Precisa ser algo coletivo”, continuou.

Apesar de Nova York ter dado um grande passo em direção a diversidade, é essencial que semanas de moda como a de Paris – que está acontecendo exatamente agora – também abracem de vez modelos de todos os tamanhos e cores. A fashion week francesa centraliza todo o poder e influência do mercado da moda, ou seja, é uma grande referência e um ótimo incentivo para que a diversidade seja ainda mais comum em todos os lugares.

mjc_img_fw17_0026

“Um show da Céline precisa ter modelos curvilíneas. Um desfile da Prada precisa disso. Quando isso acontecer, nós não vamos ficar sentados dessa maneira”, acrescentou Gurung.

Esse ano, a Michael Kors deu um grande passo na semana de moda de Nova York ao convidar a modelo plus size Ashley Graham para desfilar. Esta foi a primeira vez que a grife convida uma modelo curvilínea para a passarela. “Esse é o maior desfile que eu já participei, então estou um pouco nervosa. Estou tentando absorver essa ideia de andar com os quadris contidos. Normalmente, eu ando mais sexy, mas agora é moda mesmo”, contou a modelo à Allure. “O mundo da moda não é mais tão pequeno. Está se expandindo para todo o tipo de beleza. É sobre raça, tamanho e idade. E quando um estilista não está apenas falando sobre isso, mas fazendo escolhas diferentes, é muito bonito.”

prabal-2

Ficamos felizes em ver que a moda está cada vez mais abraçando a diversidade e todos os tipos de modelos. Que isso seja cada vez mais comum.

 

 

Comments

comments

Leave a Reply
Your email address will not be published. *

Click on the background to close