A autocobrança tem algum lado positivo? Depende de como a encaramos

A autocobrança diz respeito às exigências que o indivíduo coloca sobre si mesmo nas mais diversas situações e contextos. Pensamentos sobre se sentir incapaz e/ou bom o suficiente acompanhado de questionamentos como: “Eu tenho que fazer, se não…”, “Todo mundo faz, então..”, “Eu deveria ter feito”, são parte da autocobrança. Contudo, isso, em si, não é algo ruim. 

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O medo de cometer erros pode paralisar. As pessoas se cobram muito, não se permitem falhar, são inflexíveis, rígidas consigo mesmas e com os outros, o que pode trazer sofrimento. Ela se vê cansada e presa ao sentimento de incompetência. De acordo com a psicóloga Ana Paula Dias, formada e pós graduada em Gestão de Pessoas pela UNIFESP, esse sentimento não surge involuntariamente. Na maioria das vezes, são reflexos da vivência social.

“Está relacionado ao nosso desenvolvimento psíquico e emocional, que, por sua vez, está ligado às nossas relações sociais, principalmente com as nossas relações primárias (referentes à infância, aos cuidados parentais, familiares)”.

No entanto, não se iluda ao pensar que a autocobrança não tem lado positivo. Pode ser vista como forma de disciplina: “Está relacionada com a nossa capacidade de avaliarmos as nossas ações, escolhas e sentimentos que buscamos melhorar. É um sentimento humano e necessário para a vida em sociedade. O que muda é a intensidade com a qual lidamos com isso, conta a psicóloga.

A autocobrança faz parte da vida, mas para tudo há um limite. Quando esse olhar para si mesmo torna-se pouco generoso e recorrente, a autocobrança excessiva começa a surgir. Veja como evitar que isso aconteça:

Buscar o autoconhecimento é essencial

Tente compreender a própria história de vida para identificar as razões de tanta cobrança, e lembre-se que cada ser humano é único, portanto, não existe uma única resposta. Se pergunte: por que estou me sentindo assim? O quanto disso é real e o quanto é insegurança? 

Evite comparações excessivas

A comparação é extremamente nociva, você automaticamente se inferioriza. Substitua a comparação por inspiração, para que assim te impulsione a evoluir.

Encontre e valorize seus pontos fortes

Pontue tudo o que conquistou, desenvolveu e melhorou. 

Celebre suas conquistas

Pequena ou grande, não se prenda a essa definição, apenas celebre, porque cada passo é importante e deve ser destacado.

Aprenda a lidar com a sua vulnerabilidade:
Há momentos da vida em que você vai se sentir mais fragilizado e desprotegido, mas não permita que isso te coloque em uma posição inferior.

Por fim, lembre-se, todo mundo convive com dificuldades e imperfeições, aceite isso. Não há motivo para sentir-se fraco e vulnerável. 

Aceite o seu limite, sua potencialidade, seu ritmo, sua jornada e, principalmente, quem você é. 

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