500 mil mortos por covid: na pior guerra da nossa geração, tivemos o negacionismo no comando

No último sábado, 19, o Brasil chegou a lamentável, triste e trágica marca de 500 mil mortos por covid-19. Em um ano e meio de pandemia no país, mais de meio milhão de famílias, amigos e pessoas estão enlutadas. Infelizmente, daqui para o final do ano esse número será ainda maior. Mas afinal, por que temos uma estatística tão triste nessa que é a pior guerra da nossa geração?

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Boa parte desses 500 mil mortos não são uma fatalidade. São resultado de uma condução desastrosa da crise da sanitária no Brasil. O negacionismo foi o grande líder nessa batalha que estamos perdendo. Um projeto macabro que mirava na imunidade de rebanho, na política do “o Brasil não pode parar”, na recusa de compra de vacinas, no incentivo às aglomerações, no não uso de máscaras, acessório essencial no combate à pandemia. O presente Jair Bolsonaro deixou a pandemia ainda mais trágica e longa.

Horas antes de a marca de 500 mil óbitos ser confirmada, o ministro das Comunicações Fábio Faria fugiu da realidade ao dizer que os brasileiros deveriam olhar para “o lado bom” do que estava acontecendo. “Em breve vocês verão políticos, artistas e jornalistas ‘lamentando’ o número de 500 mil mortos. Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do ‘quanto pior, melhor’. Infelizmente, eles torcem pelo vírus”, escreveu ele nas redes sociais.

Bem, ministro, quem torce pelo vírus não são as pessoas que lamentam e se espantam com esse número. Quem torce pelo vírus é quem aposta em uma política desastrosa de combate à pandemia. É quem aposta no negacionismo à ciência e vai na contramão do mundo.

No meio dessa guerra, o Brasil teve o azar de ter o negacionismo na liderança. Aliás, temos alguma liderança?

Foto: Canva

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