5 vezes em que Pabllo Vittar mostrou a sua importância para comunidade LGBTQ+

Durante a exibição do especial BBB101, que reuniu os participantes do Big Brother Brasil 21, o apresentador Tiago Leifert fez um importante discurso exaltando a importância de Pabllo Vittar para a comunidade LGBTQ+.

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“Sempre gostei das músicas da Pabllo Vittar, achava as músicas legais, mas eu não entendia o porquê do alvoroço, por que é tão importante e agora eu aprendi com o Gil”, disse o apresentador, se referindo ao brother que se declarou fã da cantora. “Falei: ‘Ah, agora eu entendi’. Ver a Pabllo Vittar fazendo sucesso, sendo aceita da forma que é, cantando do jeito que canta, com o falsete que canta, fazendo o que faz, sendo outra pessoa no Instagram e se apresentando de um outro jeito, extremamente poderosa, falei: ‘Ah, agora eu entendi, porque tem um monte de gente que quer fazer isso e não consegue, apanha na rua exatamente por isso’.”

É exatamente por isso que temos que exaltar Pabllo. Não apenas por seu talento maravilhoso e pelos seus hits que fazem parte da nossa vida: a drag queen brasileira é símbolo de resistência e luta para a comunidade LGBTQ+. Ter uma artista como Pabllo bombando nas paradas de sucesso e ganhando destaque nos programas de TV é revolucionário.

Por aqui, a gente relembra 5 vezes em que a diva foi mais do que necessária. Arrasta a página pra baixo e leia:

Ela já demonstrou força em uma infância difícil

Em entrevista ao programa Altas Horas, da Rede Globo, em 2018, Vittar contou que sofria com o bullying quando era mais jovem, porém demonstrou força e não abaixou a cabeça. “Da 5ª série até a 7ª eu estudava numa escola no interior do Pará. Foi muito difícil porque eu tinha 10 anos, uma criança gordinha, afeminada do cabelo grande, chega naquela sala com um monte de gente”, disse a cantora.

No bate-papo com o apresentador Serginho Groisman, Pabllo contou que, na época, teve uma conversa com sua mãe sobre a violência que sofria na escola. “Eu lembro de ter chegado em casa chorando, muito triste: ‘Mãe, não quero ir pra escola mais’. Então minha mãe falou: ‘Pabllo, você vai amanhã pra escola sim, porque a sua vida inteira vai ser desse jeito. Se você se esconder, vai ser pior.”

Clipe contra a homofobia

Também em 2018, Pabllo lançou o clipe de Indestrutível, um verdadeiro hino contra a homofobia. Nas cenas do vídeo, a cantora relembra muito de sua infância, em que sofria ataques físicos e verbais na escola e encontrava refúgio em casa, nos braços da sua mãe.

“Tem uma forte mensagem por trás, que dá ainda mais força para nossa comunidade. Por isso, ela também segue de inspiração para muitas pessoas”, disse Pabllo.

Quebrando barreiras como uma drag queen

Além de ser a drag queen mais seguida do mundo no Instagram, Pabllo quebrou barreiras ao se tornar a primeira artista drag a ser indicada ao Grammy. A cantora recebeu a indicação em 2018 por sua colaboração com Anitta e Major Lazer na música Sua Cara.

Em 2019, a cantora voltou a arrasar em premiações internacionais: além de se apresentar no EMA com a música Flash Pose, Pabllo ganhou o prêmio de Melhor Artista Brasileiro. Que tudo, gente!

Ela usa a arte drag como uma forma de se expressar

Através da arte drag, Pabllo incentiva os fãs a se expressarem e serem exatamente quem são. Em entrevista à Billboard, ela conta sobre a invisibilidade que pessoas LGBTQ+ têm no Brasil. “Por mais que a visão que as pessoas têm de morarmos em um país alegre, divertido e com a maior parada LGBTQ+ do mundo também é o país que mais nos mata”, disse.

“A arte foi um caminho que encontrei para me expressar e através dela tive a oportunidade de fazer turnês, programas de TV e colaborar com outros artistas que admiro. Espero que de alguma maneira eu também inspire outras pessoas a serem elas mesmas, independente do medo e de as coisas ruins que nos rodeiam. Não é fácil, mas juntos nossas vozes soam mais alto enquanto mais barulho fizermos, mais difícil será para ignorarem nosso pedido de igualdade.”

Pabllo exalta a força da feminilidade

A feminilidade é vista como fragilidade na sociedade machista em que vivemos, porém Pabllo faz questão de exaltar que sim, é afeminado e tem muito orgulho disso.

“Eu amo ter nascido menino gay! Adoro ser veado, drag queen! Nunca quis ser mulher. Poder me transformar é maravilhoso! Sou fluido. Você pode se referir a mim como ‘o’ ou ‘a’, sem problemas. Mas, quando fico um tempão me montando, é para me chamar de ‘ela’, né (risos)? A verdade é que, quanto menos a gente se ligar nessas questões, mais as diferenças serão respeitadas”, disse ela em entrevista ao jornal Extra.

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