YOHAN é mais um artista importante para a representatividade LGBT

O cantor curitibano YOHAN se mudou para o Japão quando criança e voltou para ao Brasil em 2016 para dar início a sua carreira na música. Desde então, ele lançou músicas que se tornaram hit na web, como #POPLIFEArrasany, lançada esse ano. O Japão, é claro, se mostra como uma grande influência de sua música e, após cantar na parada LGBT de São Paulo em 2018, está mais do que claro a importância do artista no movimento pela diversidade e representatividade.

Ainda não conhece o YOHAN? Leia nossa entrevista!

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DOMÍNIO POP: Como foi se apresentar na parada LGBT desse ano? Pra você, qual a importância do tema envolvendo a escolha política das eleições?
Yohan: Foi incrível! Cantei pra mais de 100 mil pessoas na abertura! Foi o maior público da minha carreira até agora, era tanta energia em um só lugar, eu amei! E claro tem toda a questão social e política por trás disso. Eu sempre falo que o que mais precisamos no Brasil é a educação. E isso é diretamente ligado a escolha política. A educação é o pilar que sustenta e rege qualquer sociedade. É com ela que aprendemos a respeitar, entender e aceitar o próximo. É assim que aprendemos a pensar em comunidade e não individualmente como é da nossa cultura, infelizmente.

Como foi a descoberta da homossexualidade na sua vida?
Sempre sofremos por ser diferente um dos outros, é uma eterna busca pela “perfeição” mas é a forma como encaramos essas diferenças que nos faz fortes, confiantes e cheios de personalidade.
Eu sempre achei meninas bonitas mas também meninos. Sempre namorei meninas mas também meninos. Eu sempre fiz o que quis. Sempre foi muito natural pra mim desde sempre.

Muitos gays sofrem muito preconceito e bullying na escola. Você chegou a passar por isso?
Como eu disse eu acho que é como você encara as suas diferenças. Eu sempre me aceitei do jeito que sou e sempre tive orgulho e não medo. É aí que está o segredo. O bullying acontece com quem o mais inseguro, o mais fraco, o deslocado. A pessoa que faz o bullying se aproveita disso para se sentir melhor que a outra. Então sejamos fortes!

Qual o maior desafio da comunidade LGBT hoje, na sua opinião?
Olha, eu acho essa pergunta bem complexa. Eu acho que não é ou pelo menos não deveria ser um desafio apenas dos LGBTs. Não somos só uma “comunidade”, o que esquecemos é que antes de tudo, somos todos seres HUMANOS! Por tanto eu acredito que o desafio maior, eu volto a dizer, é a EDUCAÇÃO de qualidade, educação de raiz! Assim realmente teremos a tal da “ordem e progresso”.

Você acredita que o Brasil está caminhando rumo a tolerância?
Eu vejo e apoio todas essas as lutam diárias, acho extremamente importante, inclusive sou um deles, mas repito, não adianta tudo isso se não existir educação de qualidade. Nós esquecemos do primordial! Você não pode querer que uma pessoa sem estudo, sem educação e bitolada por falta de oportunidades entenda que existe algo além do mundinho que ela vive. Por tanto tolerância é sinônimo de educação!

Como você define a sua música?
Eu acho que ser um artista pop é sempre estar mudando, indo atrás de novas referências, inspirações. Gosto de estar atualizado e avant-garde. Acredito que minha música seja uma extensão do meu lado visual também. Quando estou compondo, imagino o clipe, o palco, o figurino, a mensagem por trás da letra que aliás tem uma pegada bastante de aceitação, empolamento e determinação, pelo menos ultimamente tem tido essa pegada! Da uma ouvida em ARRASANY!

Quais são suas maiores inspirações?
Os anos 80, studio 54, cultura pop americana, Lady Gaga, Bowie, Madonna, Prince, MJ, Freddie, Alexander McQueen, Balmain, Versace, Andy Warhol, Tokyo, NYC, São Paulo. É tanta coisa gente! Sempre muda! Rs

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