“Pokémon: Detetive Pikachu” tem crianças como foco e pode perder público nostálgico

É verdade que poucas adaptações dos games para as telonas renderem bons frutos. Felizmente, Pokémon: Detetive Pikachu escapa dessa maldição e agrada em um filme voltado para crianças – e que pode deixar os fãs nostálgicos dos monstrinhos de bolso um pouco decepcionados.

Na trama, Tim (Justice Smith) decide ir investigar a suposta morte de seu pai após um acidente de carro. Para isso, ele conta com a ajuda de um Pikachu detetive, falante e viciado em café e se aventura pelo submundo de Ryme, uma cidade onde humanos e pokémon podem conviver pacificamente.

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O filme é muito divertido, engraçado e tem efeitos especiais de deixar a boca aberta. Talvez os melhores deles ficaram por conta dos monstrinhos. Quem nunca quis ver os pokémons em uma versão live-action, tão próximos da realidade, né?

A história de Detetive Pikachu é meio boba e o roteiro parece meio confuso às vezes. Eu acho que eles poderiam ter ligado a trama mais ao desenho animado. A única referência que o filme faz a Ash e cia é uma ligação com o primeiro longa de Pokémon, lançado em 1999.

Por ter uma história mais infanto-juvenil, me deixa confuso quem o filme quer atingir de fato. Ao meu ver, crianças e adolescentes não têm a mesma relação com Pokémon do que adultos na faixa dos 25-30 anos que acompanharam a febre do anime lá no fim dos anos 90 e início dos anos 2000.

Apesar disso, é inegável que, mesmo com uma história fraca, fãs de Pokémon vão se emocionar com as batalhas e com o realismo dos bichinhos. Eu espero realmente que seja o início de uma franquia de filmes e que os próximos tenham uma ligação com o desenho animado – já podemos sonhar com um encontro entre Ash e Tim?

 

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