Folião gay que apanhou de PMs no Carnaval diz que pediu para não o matarem

Guilherme Kieras, de 29 anos, estava curtindo o bloco de Claudia Leitte, na zona oeste de São Paulo, quando foi agredido por um grupo de 12 policiais militares com golpes de cassetetes, chutes e socos no rosto. Arrastado para uma rua deserta por um grupo de PMs, Guigo, como é conhecido no Youtube, chegou a passar alguns segundos desacordado.

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Segundo o jovem, ele e seu amigo João foram agredidos após terem sido vistos abraçados – o que, de acordo com ele, caracteriza uma agressão de cunho homofóbico. “Primeiro, tentamos nos abrigar na marquise de uma loja onde também estavam cerca de 20 policiais. Eles ergueram os cassetetes e disseram que não podíamos ficar ali. Não entendemos, mas decidimos ir para baixo de um coqueiro a cerca de 5 metros deles, já que chovia muito. Quando nos abraçamos, um deles começou a gritar e dizer que ali também não poderíamos ficar”, relatou ao site Universa, da UOL.

Ele relata que a rua deserta em que foi levado foi fechada por duas viaturas da PM para que ninguém que tivesse passando por ali visse as agressões. “Enquanto eu estava no chão, sendo agredido, só conseguia tentar esconder o rosto e pedir para ir embora, pedir para não me matarem”, relembra.

“Eu sempre tive muito respeito pelos policiais e dói saber que nem todas nessa profissão estão lá parta nos proteger. Agora, quando tenho que passar por um policial na rua, abaixo a cabeça e fecho os olhos, com medo de acontecer tudo de novo.”

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que instaurou um inquérito para apurar o caso.

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