Feminicídio cresce no Brasil três anos após criação de lei

Desde março de 2015, quando a Lei do Feminicídio foi criada, morte de mulheres motivadas pela questão de gênero passaram a ser tratadas como crime hediondo. Três anos após o fato, os números só crescem e o Brasil se tornou um dos países que mais mata mulheres no mundo.

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Entre 2016 e 2017, os casos de feminicídio aumentaram 6,5%. Só em 2017, 4.473 mulheres foram assassinadas no País, sendo o Mato Grosso o país que mais mata por violência doméstica.

De acordo com levantamento feito pelo G1, a cada duas horas uma mulher é morta vítima de feminicídio, ou seja, 12 são assassinadas todos os dias. Na maioria dos casos, os assassinos são os próprios maridos ou namorados.

“Os operadores do sistema de justiça criminal precisam olhar para a morte de mulheres e saberem quando registrá-las como feminicídios, em um processo que não é apenas técnico, mas também cultural, já que a morte de mulheres é, de certa forma, naturalizada e as violências contra a mulher no cotidiano são aceitas e reproduzidas”, apontam as pesquisadoras do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

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