Dia Marielle Franco contra o genocídio da mulher negra é criado no Rio

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, sancionou a lei que cria do “Dia Marielle Franco” – o dia de luta contra o genocídio da mulher negra. A partir de agora, 14 de março, data em que a vereadora e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados, faz parte do calendário oficial do Rio.

Leia também:

“Ter o dia 14 de março como uma data que resgate e rememore a luta de Marielle Franco pela vida das mulheres negras, pobres, faveladas e periféricas é muito importante e simbólico”, declarou Renata Souza, ex-chefe de gabinete da vereadora. “É urgente que as mulheres negras sejam foco das políticas públicas, porque são as principais vítimas da falta de assistência do Estado. Por isso, são essas mulheres negras que nos últimos 10 anos tem os maiores índices de feminicídio, quando são assassinadas por seus companheiros, em relações abusivas. Também são as principais vítimas de violência obstétrica, nos hospitais públicos e também por conta dos abortos em clínicas de fundo de quintal. São elas as principais vítimas de morte materna. Ou tratamos desses assuntos com seriedade, como a Marielle os tratou, ou mulheres negras continurão sendo as principais vítimas fatais da omissão do Estado.”

De acordo com o jornal O Dia, “a medida estabelece que instituições públicas e privadas promovam debates e palestras na data, com o objetivo de incentivar a reflexão sobre o assassinato de mulheres negras no Brasil.”

Segundo a Secretaria Nacional da Juventude, jovens negras com idade entre 15 e 29 anos têm o dobro de chances de serem mortas do que as brancas na mesma faixa etária.

Marielle foi assassinada no centro do Rio. Passados quatro meses de sua morte, nenhum suspeito foi preso.

Comments

comments

Leave a Reply
Your email address will not be published. *

Click on the background to close