Brasileiro de vídeo machista na Rússia se pronuncia sobre o caso

Um homem identificado como Luciano Gil, que estava no vídeo em que uma torcedora russa era assediada por brasileiros, se pronunciou pela primeira vez e se disse surpreendido pela repercussão do caso. “Somos pais de família, trabalhadores e vocês estão acabando com a vida da gente… Quem está brincando carnaval exagera um pouquinho na bebida e às vezes passa do ponto. Peço desculpas às mulheres que possam ter se sentido ofendidas, mas estão transformando um copo d’água em uma tempestade”, contou em entrevista ao UOL.

O vídeo que começou a circular nas redes sociais no último fim de semana mostra um grupo de torcedores brasileiros gritando uma expressão machista e ofensiva para uma mulher gringa, que obviamente não entendia o que estava sendo dito. No Instagram, famosas como Fernanda Lima e Bruna Linzmeyer protestaram contra esse absurdo. “Brincadeira de mau gosto de brasileiros na Rússia com uma mulher que sequer sabia o que estava repetindo. Não é engraçado. É machismo. Misoginia. E vergonha. Muita vergonha”, escreveu a apresentadora.

“Aqui na Rússia, a Copa está muita animada, um carnaval”, continuou Luciano, que afirmou que a russa sabia o significado das palavras que estavam sendo ditas. “Tinha um brasileiro que falava russo que traduziu tudo para ela. Ela sabia e achou tudo bem.”

Há algumas passagens bem problemáticas nas falas de Luciano. Primeiro: não é exagero reclamar do machismo e exigir respeito e igualdade entre os gêneros. Se todo mundo se revoltou com o vídeo é porque, de fato, existe um problema sério ali que está impregnado, infelizmente, em toda nossa sociedade – e isso precisa mudar urgente. Segundo: a questão não é “se as mulheres se sentiram ofendidas”, a questão é que, sim, isso é ofensivo com certeza absoluta.

Vamos deixar as coisas claras: machismo e feminicídio são coisas sérias, não um “exagero”. E tudo bem que a Rússia esteja um verdadeiro “carnaval” com muita festa – isso faz parte da Copa do Mundo e é super saudável. Porém, isso não é desculpa para casos como esse aconteceram tão deliberadamente.

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